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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fotossíntese



A fotossíntese é o processo pelo qual a planta sintetiza compostos orgânicos a partir da presença de luz, água e gás carbônico. Ela é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida no planeta, pois todas precisam desta energia para sobreviver. Os organismos clorofilados (plantas, algas e certas bactérias) captam aenergia solar e a utilizam para a produção de elementos essenciais, portanto o sol é a fonte primária de energia. Os animais não fazem fotossíntese, mas obtém energia se alimentando de organismos produtores (fotossintetizantes) ou de consumidores primários. A fotossíntese pode ser representada pela seguinte equação:

Luz
6H2O + 6CO2 -> 6O2 + C6H12O6
clorofila

A água e o CO2 são pouco energéticos, enquanto que os carboidratos formados são altamente energéticos. Portanto a fotossíntese transforma energia da radiação solar em energia química.
Através da fotossíntese as plantas produzem oxigênio e carboidratos a partir do gás carbônico. Na respiração ela consome oxigênio e libera gás carbonico no ambiente, entretanto em condições normais, a taxa de fotossíntese é cerca de 30 vezes maior que a respiração na mesma planta, podendo ocorrer momentos em que ambas serão equivalentes.

Espectros Eletromagnéticos
A luz é uma radiação eletromagnética. Todo o espectro eletromagnético é irradiado pela energia solar. O ultravioleta é prejudicial aos organismos. Parte da energia é refletida na atmosfera pelas nuvens e pelos gases, outra parte é refletida pela superfície terrestre, sendo apenas uma pequena parte absorvida pelas plantas. Oespectro de luz visível vai do violeta ao vermelho. Os comprimentos de onda mais curtos são muito energéticos e ou mais longos são menos energéticos. A energia luminosa é transmitida em unidades chamadas quanta (singular = quantum), oufóton. Para que a fotossíntese ocorra, é necessário que a clorofila absorva a energia de um fóton com o comprimento ideal de onda para iniciar as reações químicas.



Estrutura do cloroplasto
A fotossíntese ocorre em organelas chamadas cloroplastos que se localizam principalmente no mesófilo foliar.
Envelope: Membrana dupla de revestimento do cloroplasto;
Estroma: Matriz fluida, que contém várias estruturas membranosas, chamadas grana;
Grana: Estruturas com várias camadas membranosas, em forma de discos;
Lamelas: Conjunto de canais membranosos que interligam os grana.
Tilacóides: Discos membranosos que formam o granum, e encontram-se empilhados.





ciclo de Krebs



O ciclo de Krebs, também designado por ciclo dos ácidos tricarboxílicos ou ciclo do ácido cítrico, foiproposto em 1943 pelo bioquímico britânico de origem alemã Hans Krebs e constitui uma sucessãosistemática de reações enzimáticas que conduzem à oxidação completa da glicólise. Integra uma dasetapas da respiração aeróbia e ocorre na matriz das mitocôndrias.
O ciclo de Krebs é mediado por uma série de enzimas em que se destacam as desidrogenases, que intervêmem reações de oxidação-redução, e as carboxílases, que intervêm nas descarboxilações.
Todos os produtos de degradação dos lípidos e dos glícidos confluem para o ciclo de Krebs sob a forma deácido acético ativado (acetil-coenzima A). É este ciclo de reações de desidrogenação e descarboxilaçãoque permite a oxidação do grupo acetil do ácido acético ativado a CO2 (dióxido de carbono).
O ciclo de Krebs pode ser representado da seguinte forma:
2 Acetil-CoA + 6 NAD+ + 2 FAD + 2 ADP + 2 Pi → 2 ATP + 6 NADH + 6 H+ + 2 FADH2 + 4 CO2
Durante o ciclo de Krebs, a acetil-coenzima A liga-se ao ácido oxaloacético para formar ácido cítrico e,depois de passar por numerosos compostos intermediários, converte-se em dióxido de carbono ehidrogénio, para finalmente se regenerar de novo em ácido oxaloacético.
O dióxido de carbono é eliminado na respiração enquanto que o hidrogénio se liga a armazenadores deenergia, reduzindo o NAD+ (dinucleótido de nicotinamida e adenina) a NADH e o FAD (dinucleótido deadenina flavina) a FADH2, e é transportado na cadeia respiratória, onde tem lugar, por etapas, acombinação do hidrogénio com o oxigénio inalado na respiração, com formação de água.
A energia libertada neste processo incorpora-se no armazenador de energia trifosfato de adenosina (ATP)por meio do qual pode ser transferida para todos os processos vitais.
As duas moléculas de acetil-CoA, originadas por uma molécula de glicose, iniciam dois ciclos de Krebs.Assim, por cada molécula de glicose formam-se no ciclo de Krebs duas moléculas de ATP, seis moléculas deNADH e de H+, duas moléculas de FADH2 e quatro moléculas de CO2.
Ao ciclo de Krebs também se incorporam paralelamente os produtos de degradação das proteínas. Destaforma, o ciclo de Krebs é o aceitador dos produtos intermediários do metabolismo e o ponto de partida para a síntese de novos compostos.

Fonte: http://www.infopedia.pt/$ciclo-de-krebs;jsessionid=rzpXgxuTdGv6940IpTTHpQ__

quarta-feira, 12 de março de 2014

Terra



Periodo de Rotação
24 horas


Periodo de translação
365 dias e 6 horas


Velocidade na órbita
29,8 km/s


Massa
5,9x1024 kg


Temp. à superfície
-88/58 °C (min/max)


Luas
1

O terceiro planeta do sistema solar é a nossa casa no universo. A Terra nasceu da poeira interestelar há 4 mil 500 milhões de anos. A distância a que está do Sol permite-lhe ser um planeta diferente dos outros: tem água em estado líquido e uma temperatura média de 15ºC, fatores que proporcionaram o aparecimento da vida!


Mais de 70 por cento da superfície é coberta por oceanos. Tem cinco continentes e uma atmosfera respirável que serve de escudo a quase todas as radiações e protege o planeta do bombardeamento de meteoros. Por dentro, a Terra divide-se em três camadas principais: o núcleo, com ferro e níquel em fusão a temperaturas de 5000ºC; o manto, onde encontramos magma que pode ser expelido por vulcões e, a crosta ou a crusta terrestre do globo.
A Terra demora 365,26 dias - um ano - para completar uma volta ao sol e 23,9345 horas - um dia- para fazer uma rotação sobre o seu eixo. Embora pareça redonda, a verdade é que é ligeiramente achatada nos polos. Possui um único satélite natural, quase do seu tamanho, a Lua.
Durante muito tempo, a Terra foi o centro do universo na visão Geocêntrica de Aristóteles e Ptolomeu. Séculos mais tarde, Copérnico pôs a terra a mover-se à volta do Sol e criou o Heliocentrismo. O novo modelo era uma heresia para a Igreja o que não impediu o matemático Galileu Galilei de defender a teoria e de pagar a audácia com a vida.
As imagens da Terra captadas por sondas espaciais mostram-nos um pequeno "ponto azul" como lhe chamava o astrónomo Carl Sagan. Até hoje, é o único planeta conhecido com condições para a existência de vida. Mas, olhando para a imensidão do universo, é difícil acreditar que estamos sozinhos. Ou estaremos?

Ficha Técnica: 
Título: Sistema Solar 
Autoria: RTP Ensina 
Ano: 2013 
Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/o-sistema-solar/

terça-feira, 11 de março de 2014

Sol

  • Temp. Média à superfície

    5800ºC
Faz parte dos 10 000 milhões de estrelas da Via Láctea, muito provavelmente nem será a maior, mas aos nossos olhos, o Sol é um verdadeiro gigante dos céus. Fonte de luz e calor, esta bola de gás que se ilumina a si própria, é 109 vezes maior do que a Terra e encontra-se a 150 milhões de quilómetros de distância do planeta azul.
O Sol é constituído por hidrogénio, hélio e uma percentagem de gases mais pesados. Na superfície visível ou fotosfera, a temperatura do sol ronda os 5800ºC, as zonas escuras também conhecidas por manchas solares são mais frias, mas lá dentro é que o ambiente aquece até uns impensáveis 15 milhões de graus!
O núcleo funciona como um reator nuclear onde a fusão de hidrogénio em hélio, liberta a cada 5 segundos 5 milhões de toneladas de energia para o espaço interestelar mas só uma pequena fração chega à Terra. Nos períodos de maior atividade são lançadas o equivalente a milhões de bombas nucleares, verdadeiras tempestades que podem interferir com o funcionamento dos satélites e as comunicações no nosso planeta. Considerado o rei dos astros, o sol também tem a sua coroa (cromosfera) feita de línguas de fogo que podem atingir milhões de quilómetros, um espetáculo reservado para os dias de eclipses totais.
Como as outras estrelas, o sol movimenta-se também em dois sentidos: faz a rotação sobre si mesmo e a translação à volta do centro da galáxia. Há mais de 5 mil milhões de anos que o sol brilha, aquece, ilumina, mas o astro dos astros está a envelhecer e, um dia, daqui a muitos milhões de anos, será uma fria e pequena anã branca. Até lá vamos vê-lo a nascer nas manhãs dos nossos dias.

Ficha Técnica:

  • Título: Sistema Solar
  • Autoria: RTP Ensina
  • Ano: 2013
Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/o-sistema-solar/

O Sistema Solar





A História do Sistema Solar
A História do Sistema Solar
No início havia um pequeno ponto denso e quente, uma espécie de “ovo cósmico” que continha o ADN do universo. Num dado momento, há cerca de 14 mil milhões de anos, essa energia compactada entrou num processo semelhante a uma violenta explosão: o Big Bang, a origem de tudo.
De acordo com esta teoria científica, sugerida por Georges Lemaître em 1927 e, em que a maioria dos astrónomos acredita, o recém-nascido universo começou depois a expandir-se rapidamente e a arrefecer. Surgiram partículas, elementos físico químicos que resultaram em galáxias, planetas, estrelas... o mapa dos céus começava finalmente a ganhar forma e só se tinham passado alguns biliões de anos. O nosso sistema solar, que fica na Via Láctea, a galáxia em espiral, nasceu da explosão de uma estrela há cerca de 4,6 mil milhões de anos. O Sol concentrou 99,8% da matéria, o resto eram poeiras que giraram à sua volta até formarem corpos esféricos celestes: os planetas e os planetas-anões. A Terra, tal como todos os outros astros, deve ter começado por ser uma imensa massa gasosa, mas até hoje é o único planeta onde sabemos haver vida. Em mais de 14 biliões de anos, esta é apenas uma pequena fração do firmamento que mal conhecemos. Num universo que está em expansão desde que nasceu, em que as galáxias se estão a afastar umas das outras, por quanto tempo mais Andrómeda ficará a ser nossa vizinha?


Ficha Técnica:

  • Título: Sistema Solar
  • Autoria: RTP Ensina
  • Ano: 2013
  • Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/o-sistema-solar/


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Reabertura "experimental" de Altamira doze anos depois


Reabertura "experimental" de Altamira doze anos depois

A gruta, situada em Santillana del Mar, na Cantábria, foi encerrada em 2002, após a descoberta de micro-organismos que estavam a deteriorar as suas coloridas pinturas pré-históricas. Na passada década, só cientistas estiveram autorizados a entrar neste tesouro da arte rupestre na Península Ibérica. Em janeiro deste ano, a fundação que gere o local decidiu a sua reabertura a título experimental, limitada a um grupo de cinco pessoas por semana e pelo período de 37 minutos, até ao mês de agosto. Uma avaliação do impacto desta presença humana nas pinturas será então efetuada. Na quinta-feira, um primeiro grupo de cinco pessoas, escolhidas de forma aleatória de entre os visitantes do museu vizinho fará a visita, anunciou o Ministério da Cultura de Espanha. No total, até agosto, 192 visitantes participarão neste programa. Antes de cada visita, os participantes serão informados das regras a respeitar e deverão vestir “batas, toucas e máscaras, bem como sapatos especiais”, indicou o Ministério em comunicado. Durante as visitas, serão realizados controlos da “temperatura do ar e da rocha, da humidade do ar, da contaminação microbiológica, da infiltração de água e do nível de dióxido de carbono”, acrescentou o ministério. A gruta de Altamira, descoberta em 1868 e que foi habitada há entre 35.000 e 13.000 anos, contém um dos maiores conjuntos de pinturas da pré-História, que se estende ao longo de mais de 270 metros. A parte mais célebre é a grande sala com bisontes (na foto), pintada há pelo menos 14.000 anos: pode-se aí admirar bisontes vermelhos e amarelos, mas também cavalos, veados, humanos com cabeça de animais e símbolos misteriosos. Desde o seu encerramento, em setembro de 2002, os visitantes tiveram de se contentar com uma réplica exata da gruta, reconstituída nas proximidades. Antes do encerramento, sob recomendação do Conselho Superior das Investigações Científicas (CSIC), o local tinha sido uma primeira vez interditado ao público em 1977, antes de reabrir em 1982 com um regime de visitas limitadas. 

Agência Lusa 
Foto: Reuters
Fonte:http://ensina.rtp.pt/atualidade/reabertura-experimental-de-altamira-doze-anos-depois/

Camada de Ozono

O ozono é uma simples combinação entre 3 moléculas de oxigénio que, na estratosfera da Terra, nos protege dos raios mais perigosos do sol. É produzido a baixas altitudes, migrando para a atmosfera. A camada que forma impede a terra de ficar estéril.
Isto porque a ozonosfera absorve parte das energias criadas pelo sol, muitas delas nocivas ao ser humano, e remete-as de novo para o espaço. A parte das energias solares que atravessa a camada é sobretudo benéfica para o desenvolvimento terrestre.
Em 1972, inventam-se os CFC’s – CloroFluorCarbonos- que vem substituir gases potencialmente explosivos e tóxicos nos aparelhos de refrigeração. A ideia pareceu excelente. Para além disso, barata. Não tardou a que a indústria multiplicasse exponencialmente o seu uso.
Entre os FCF’s e a camada de ozono, alguma coisa aconteceu.
Nos anos 70, satélites dos Estados Unidos detectavam já “problemas” na camada, mas demorou para que o buraco de ozono alertasse o mundo inteiro.
O que é a camada de ozono e por que é tão fundamental que exista?

Para ver o documentário clique na imagem.


Ficha Técnica:
Título: Com Ciência
Tipo: Extrato de programa
Produção: Terra Líquida Filmes para RTP
Ano: 2011

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Porque é que a Terra gira?

Fonte:http://www.rtp.pt/wportal/zigzag/videosplaylistsplay.php?c=2&play_id=UExFMEc5aDZOZGRjRElUNDU0enZTYzN3Vmd5LVV2TDlVNw&vid_id=bTVOYkRhaHJkZ0k

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O que são as Fossas Marianas?

A água pode "engordar"?

"Engordar" seria o verbo mais fácil para explicar o que acontece à água quando passa do estado líquido ao estado sólido, mas não é o mais correcto. Com a solidificação, a água expande-se, torna-se menos densa. Ou seja, a mesma água ocupa um volume maior.
Esta é a oportunidade para se ver, com toda a segurança, a forma extraordinária como a expansão da água, quando passa do estado líquido para o estado sólido, tem consequências. Pensar que uma delas pode ser partir em pedaços um cano de aço parece mentira, mas não é, e aqui está a prova.
Usando azoto líquido, um material extremamente frio, consegue-se o rápido congelamento da água no seu estado líquido e, assim, assistir em pouco tempo ao que pode acontecer.
A explicação consiste na forma como as moléculas da água – dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio – se organizam no estado líquido e no estado sólido. A água é mais densa do que o gelo porque, no estado líquido, a forma como as moléculas se dispõem é diferente do modo como o fazem no estado sólido: aqui, os espaços entre elas são maiores, perdendo densidade e ganhando volume. É este aumento de volume que não pode ser contido nem por um cano de aço, que se estilhaça quando o congelamento acontece.

Ficha Técnica:
Título: ABCiência
Tipo: Extrato de programa

Para ver o documentário clique na imagem:

O que é um fóssil?

Raros e petrificados, os fósseis podem ter milhões de anos, mas são peças fundamentais no imenso puzzle que é a História.

Ficha Técnica:
Título: Cuidado com a Língua!
Tipo: Extrato de Programa
Autoria: José Mário Costa
Produção: até ao Fim do Mundo

Para ver o documentário clique na imagem.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cometa 'Siding Spring' sobrevoará Marte de muito perto

A órbita que o cometa 'Siding Spring' irá traçarFotografia © NASA
Em outubro, um cometa chamado "Siding Spring" irá sobrevoar Marte, num encontro à uma distância quase dez vezes mais próxima do Planeta Vermelho do que aquela que existe entre a Lua e a Terra.
O cometa 'Siding Spring' - formalmente conhecido como C/2013 A1 e descoberto a 3 de janeiro de 2013 a partir do observatório australiano com o mesmo nome -, vai aproximar-se de Marte à uma distância de cerca de 86 mil milhas (138 mil km).
De acordo com o site do jornal espanhol ABC, prevê-se que tal aconteça no dia 19 de outubro, o que deverá proporcionar um magnífico espetáculo para as naves espaciais da NASA que se encontram em órbita e para as sondas próximas do Planeta Vermelho.
Contudo, os cientistas temem que a poeira espalhada pelo cometa - já que este ruma em direção ao sol -, possam colocar em risco as sondas marcianas da NASA. Com esta preocupação em mente, os funcionários da agência espacial já estão a estudar planos alternativos que contribuam para a diminuição deste risco.
O Siding Spring está a realizar a sua primeira viagem pelo interior do sistema solar a partir da nuvem de Oort, um repositório gelado de cometas nos confins exteriores do sistema solar. O cometa não deverá fazer outra "visita" nos próximos um milhão de anos ou até mais.

por ISALTINA PADRÃO
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3664753

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sismo de 3.2 sentido no Algarve

Epicentro teve lugar no Golfo de Cádiz, a cerca de 20 quilómetros de profundidade

Um sismo de magnitude 3.2 foi sentido na noite de domingo em Vila Real de Santo António, no Algarve.
Ao que adianta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o epicentro teve lugar no Golfo de Cádiz a cerca de 20 quilómetros de profundidade.
O tremor de terra aconteceu perto das 22.30 e não há notícia de danos.

Fonte: TVI24

Descoberta nova espécie de tartaruga nas arribas de Mafra




Fóssil tem 145 milhões de anos





Os paleontólogos espanhóis Francisco Ortega e Adán Pérez-García anunciaram este sábado, em Torres Vedras, a descoberta de uma nova espécie de tartaruga com 145 milhões de anos, cujo fóssil foi descoberto nas arribas de uma praia em Mafra.
«Sabíamos que estas tartarugas se encontravam unicamente na Europa e apenas na Inglaterra no Cretáceo Inferior (há 65 milhões de anos), mas este achado em Portugal permitiu-nos descobrir uma tartaruga com 80 milhões de diferença daquela, porque esta é do Jurássico Superior e tem 145 milhões de anos», afirmou Francisco Ortega, paleontólogo e diretor científico da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, à agência Lusa.
As semelhanças existentes entre elas permitiram aos cientistas perceber que pertencem à mesma família das «eucryptodiras», de que fazem parte tartarugas atuais, mas as diferenças anatómicas entre ambas levaram-nos a concluir que se tratava de uma nova espécie para a ciência, a que apelidaram de «Hylaeochelys kappa».
«Tem formas um pouco mais primitivas do que a da Inglaterra, como uma carapaça mais aplanada do que a das outras que são mais redondas, o que não é tão comum nas tartarugas», explicou o também professor na Universidade Nacional de Educação à Distância, em Madrid.
Essa característica levou os investigadores a inspirarem-se num episódio em que os japoneses, no século XVI, confundiram as cabeças dos frades franciscanos portugueses com as figuras mitológicas japonesas «kappas», semelhantes a tartarugas, por terem a cabeça parecida à carapaça das tartarugas, para apelidarem a nova espécie.
Trata-se de uma tartaruga de água doce adulta, cuja carapaça de meio metro de diâmetro foi encontrada quase completa.
O achado foi feito em 2011 na praia do Porto Barril, concelho de Mafra, por José Joaquim dos Santos, um cidadão de Torres Vedras que, nos seus tempos livres de carpinteiro, se ocupa a encontrar achados de dinossauro e outros animais nas arribas.
A descoberta foi validada pela comunidade científica, depois de a Academia das Ciências francesa ter aprovado a publicação para breve do artigo científico na sua revista.
Para os cientistas, este grupo de tartarugas confinado à Europa vem corroborar a tese de que, com a abertura do Atlântico Norte no Jurássico Superior e a separação dos continentes europeu e americano, começou a existir faunas diferentes dos dois lados que se tornou mais patente no Cretáceo.
Nos últimos 20 dias, José Joaquim dos Santos recolheu alguns milhares de fósseis pertencentes a dinossauros, tartarugas, crocodilos, peixes e até tubarões, cuja coleção foi vendida em 2009 à Câmara de Torres Vedras, para vir a expô-los num futuro museu.
A coleção tem vindo a ser estudada desde essa altura por investigadores associados da Sociedade de História Natural.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

500 mil KM3 de água potável debaixo do mar

500 mil KM3 de água potável debaixo do mar
É um anúncio auspicioso, numa altura em que várias regiões do planeta já se debatem com dificuldades para aceder a água potável. De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature, as reservas de água doce e salobra debaixo do leito dos oceanos - que se imaginava serem raras - totalizam cerca de 500 mil quilómetros cúbicos, o suficiente para sustentar regiões inteiras durante muitos anos.
"O volume destas reservas de água é 100 vezes superior ao que extraímos do subsolo da Terra no último século desde 1900", disse Vincent Post, da Universidade de Flinders, na Austrália, citado pelo site Science Daily. "termos conhecimento destas reservas é excelente porque este volume de água poderia sustentar algumas regiões durante décadas".
Os depósitos de água, chamados aquíferos, formaram-se pela concentração de água das chuvas ao longo de centenas de milhar de anos, em áreas que se encontravam à superfície. Quando o clima da Terra começou a aquecer, há cerca de 20 mil anos, provocando degelos, os oceanos cobriram estas áreas. Mas vários reservatórios ficaram protegidos do contacto com a água do mar devido aos sedimentos e camadas de argila que se acumularam antes da subida da água salgada.

por Pedro Sousa Tavares

Biólogos de Aveiro descobrem nova microalga

Um grupo de biólogos da Universidade de Aveiro (UA) descobriu uma nova espécie de microalga, numa lagoa pouco profunda, localizada na Gafanha da Boavista, Ílhavo, anunciou hoje fonte académica.

O organismo pertence ao grupo dos dinoflagelados, responsáveis pela maioria dos fenómenos de "marés vermelhas" que, na ria de Aveiro, estão na origem das toxinas que frequentemente levam à proibição de apanha de bivalves.
A nova espécie descoberta "tem a particularidade de produzir quistos de resistência com um revestimento calcário", característica exclusiva de um pequeno grupo de dinoflagelados e até agora totalmente desconhecida em espécies de água doce.
"Até à descrição de Theleodinium calcisporum (nome dado ao novo organismo), todas as espécies com quistos calcários descritos eram marinhas", esclarece António José Calado, da Universidade de Aveiro.
O investigador do Departamento de Biologia e da unidade de investigação de Geobiociências, Geotecnologias e Geoengenharias (GeoBioTec) da UA, responsável pela descoberta, juntamente com as biólogas Sandra Craveiro e Mariana Pandeirada, explica que "os quistos, ou células de resistência, dos dinoflagelados, são estruturas de parede espessa que perduram no sedimento das massas de água, por vezes durante anos, servindo para reintroduzir as populações na coluna de água em condições favoráveis".
Dos milhares de quistos conhecidos, apenas um número reduzido tem uma camada cristalina calcária a revestir a parede orgânica comum a todos os quistos de dinoflagelados.

por Agência Lusa, publicado por Susana Salvador

Cientistas demonstram que espécies perdem estômago por mutação genética


Dois investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto demonstraram que no decurso da evolução dos animais vertebrados muitas espécies perderam o estômago devido a mutações genéticas.
Ao estudar o genoma de 14 espécies de vertebrados, Filipe Castro e Jonathan Wilson admitem ter resolvido "um puzzle evolutivo com mais de 150 anos".
Num trabalho publicado no jornal científico Proceedings of the Royal Society B, os dois investigadores do CIIMAR demonstraram que a perda do estômago se correlaciona claramente com a perda completa e persistente dos genes responsáveis pela função estomacal.
Assim, em espécies tão diferentes como o peixe pulmonado, o ornitorrinco, o peixe zebra ou as quimeras, "o estômago foi perdido e, provavelmente, nunca mais voltará".
Segundo os investigadores, os zoólogos George Cuvier e Franz Leydig já tinham observado, em 1850, o fenómeno da perda de estômago em muitas espécies vertebradas.
"O ponto em que começámos a trabalhar nesta linha de investigação foi a tentar perceber sob o ponto de vista molecular o que é que poderia explicar este padrão tão bizarro, que é quase como se tivéssemos perdas repetidas de uma estrutura anatómica tão importante. Fizemos isso utilizando uma ferramenta muito fácil que é estudar o genoma destes organismos", explicou à Lusa o biólogo Filipe Castro.
De acordo com este investigador, "sabe-se bem a que é que se deve a função gástrica, quais são os genes responsáveis pela função gástrica -- um é a enzima chamada pepsina, o outro componente fundamental para a presença de ácido no nosso estômago é uma proteína chamada bomba de protões".
"Fomos estudar a história evolutiva quer da bomba de protões quer dos pepsinogênios e verificámos que existe uma correlação absoluta entre a perda destes genes e a perda do órgão", referiu.
Nas dezenas de animais estudados "verificámos que se o organismo não tem estômago também não tem estes genes. Há uma perda recorrente destes genes no genoma destes organismos".
A questão que se segue é tentar perceber porquê. "Nesta altura ainda só temos algumas hipóteses para oferecer, ainda não temos trabalho prático, mas estamos a desenvolvê-lo para tentarmos perceber exactamente por que é que isto acontece de modo tão repetido", disse o investigador.
"Quando eu mudo a minha dieta e por alguma razão aquela proteína deixa de ser capaz de ser metabolizada pela pepsina, então a pepsina não tem razão de existir e acumula mutações e, se acumular demasiadas mutações, desaparece. Se a pepsina desaparecer também não existe nenhuma razão para nós estarmos a bombear ácido para o nosso tubo digestivo. É uma das hipóteses", explicou.
Os dois investigadores do CIIMAR ainda estão a tentar perceber "a verdadeira implicação deste fenómeno". "Aquilo que é verdadeiramente extraordinário é que quando olhamos, por exemplo, para os peixes ósseos, que são um grupo com mais de 20 mil espécies à face da Terra, temos algumas estimativas que apontam para que cerca de um quarto, entre 20 a 30% destas espécies, não tenham estômago. E isto é que torna este 'puzzle' evolutivo tão interessante e tão notável", considerou Filipe Castro.
"É uma alteração dramática do ponto de vista morfológico, é como se um órgão desaparecesse de um organismo. Não existe um exemplo tão notável de uma alteração morfológica tão evidente associada à perda de genes", sublinhou.
Para este investigador, "não é muito descabido postularmos que, um dia destes, em termos evolutivos, falamos em muito milhões de anos, isso possa acontecer na espécie humana. É a possibilidade infinda que a evolução sempre coloca, depende daquilo que o ambiente e o genoma das espécies colocar à disposição um do outro".

Lusa/SOL

Estudo que associa transgénicos a tumores



A Food and Chemical Toxicology, publicação especializada nos efeitos da alimentação e medicamentos sobre seres humanos, publicou o estudo de um cientista francês e retirou-o devido à "pequenez da amostra" apresentada.
A publicação científica baseou a sua decisão pelo facto de o estudo ser inconclusivo face à amostra pouco representativa de ratinhos de laboratório utilizados na experiência. Estes ratinhos, de acordo com o estudo do francês Gilles-Eric Seralini, apresentaram tumores após a ingestão de milho transgénico e acabaram por morrer com lesões em diversos órgãos.
Vários grupos de cientistas já tinham contestado o estudo, logo aquando da sua publicação, em Novembro de 2012, não só por aquela razão, mas também pela eventual fraude na apresentação de dados. Cathie Martin, investigadora do centro John Innes (Reino Unido), disse à agência Reuters que "a linhagem de ratos utilizada é muito susceptível a tumores ao fim de 18 meses, com ou sem transgénicos". Houve falta de revisão de pares a este estudo, acrescentou, algo fundamental para comprovar dados científicos, seja qual for a área de estudos. Foi mais uma voz a juntar ao grupo de 700 cientistas que se insurgiram contra a publicação, ainda em 2012.
A própria Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar disse que o estudo de Seralini, da Universidade de Caen, em França, tinha sérios "defeitos de metodologia".
A revista, por sua vez, não encontrou "indícios ou intenções de fraude" na investigação, e acabou por retirar o estudo das suas páginas apenas um ano depois pelo facto de a amostra utilizada não ser representativa para chegar a quaisquer conclusões.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Parte do cometa Ison não se vaporizou

Os cientistas chegaram a pensar que o cometa Ison teria ficado despedaçado, ou mesmo completamente vaporizado, ontem, aquando da sua passagem mais próxima do Sol, mas a observação das imagens obtidas pelo observatório espacial Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) mostram o contrário.
O SOHO, o observatório espacial da ESA (a agência espacial europeia) e da NASA, que foi lançado para órbita, justamente, para observar e estudar o Sol, seguiu atentamente a viagem do cometa, captando toda a sua trajetória, e isso permitiu confirmar hoje que pelo menos um fragmento do Ison -talvez, até, mais - sobreviveu.
A reaparição do Ison, ou pelo menos de parte dele, do outro lado do Sol, horas depois de se ter escondido atrás da estrela, na sua viagem orbital, mostra que ele não se vaporizou no momento em que passou mais perto do Sol, a cerca de 1,17 milhões de quilómetros. Como se pode ver nas imagens, um fio de luz surge a certa altura por detrás do Sol.
Neste momento, os cientistas ainda não sabem qual é a dimensão do fragmento (ou fragmentos) que ficaram do Ison depois da sua viagem radical, mas esperam que a análise dos dados possa fornecer mais informações nos próximos dias. A grande incógnita é se ele vai mesmo tornar-se visível a olho nu em Dezembro.

por Filomena Naves




Vulcanólogo defende parque geotérmico nas Furnas


O vulcanólogo Vítor Hugo Forjaz defende a criação de um parque geotérmico que compreenda o vale das Furnas e toda a zona sul até à freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, ilha de São Miguel.
É nas Furnas, que atrai anualmente milhares de turistas, que se realizam os tradicionais cozidos em vapores geotérmicos, possuindo a freguesia grande potencial térmico, científico e flora invulgar.

"O parque geotérmico não é nenhuma invenção minha, sendo uma estrutura turística e científica que existe em vários países como o Japão, Indonésia, Itália ou Grécia", diz Vítor Hugo Forjaz, em declarações à agência Lusa.
O cientista, que esteve na origem do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, refere que "apenas se pretende transplantar para os Açores uma ideia 'sui generis' na região, que contempla uma zona onde as pessoas, para além de observarem fumarolas e águas termais, podem relacionar as mesmas com atividades científicas e lúdicas".
"No caso concreto dos Açores, o parque geotérmico está a ganhar balanço, uma vez que ainda não há dinheiro disponível, apesar das verbas não serem elevadas. Será numa segunda fase que se lançará o início da tarefa. Mas ele mantém-se", afirma.
O vulcanólogo explica que, em termos de dimensão, o parque geotérmico compreende uma área retangular com dois quilómetros de largura e oito de extensão que contempla a zona submarina da Ribeira Quente e a própria freguesia, terminado numa zona próxima do Pico do Ferro, na periferia das Furnas.
"Claro que o parque geotérmico se sobrepõe a uma parte do geoparque e do parque natural, mas é muito vulgar noutros locais do mundo existirem sobreposições ao mesmo tempo, sendo a área tratada de outra forma. No caso de São Miguel, não há colisões desde que haja civismo e respeito pela atividade de cada um", defende.
Vítor Hugo Forjaz considera que "o parceiro natural é a Câmara Municipal da Povoação, que pode não se mostrar interessada nesta altura por ter outros compromissos mais urgentes", admitindo a existência da criação de uma outra entidade para a sua gestão.
O vulcanólogo defende "um turismo que tem que preservar a natureza, uma vez que este é um conceito moderno e cada vez mais premente".
O cientista identifica como potenciais fontes de receita do parque geotérmico a aplicação de taxas, de bilheteira, publicações e desenvolvimento de atividades várias.
Vítor Hugo Forjaz refere que a criação do parque geotérmico envolve economistas, arquitetos e geólogos de vulcanismo num processo que deverá levar cerca quatro anos a concretizar.

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão