sábado, 14 de Novembro de 2009

Os fósseis

Os Telescópios

O Legado de Galileu

Porquê a Astronomia é importante?

Big Bang

domingo, 4 de Outubro de 2009

Ardi: A nova mãe da Humanidade


Afinal, o chimpanzé não é o antepassado remoto do homem. Ambos provêm de outro símio que terá habitado a Terra há seis ou sete milhões de anos.

A história da humanidade voltou a recuar no tempo agora que os cientistas concluíram o estudo de Ardi, um hominídeo que viveu há 4.4 milhões de anos numa região que actualmente faz parte da Etiópia.

Com 1,20m e 50 quilos, esta fêmea vagueou pela floresta milhões de anos antes da famosa Lucy, nome de baptismo do esqueleto de um outro hominídeo descoberto em 1974, tido até agora como o mais remoto antepassado do Homem.

Nova luz sobre a evolução

O estudo de Ardi lançou uma nova luz sobre a evolução do Homem, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy da Universidade de Kent, EUA.

Ao contrário do que se pensava até agora o antepassado mais remoto do homem não será um grande símio semelhante a um chimpanzé. Com efeito, os cientistas garantem agora que o Homem e o chimpanzé terão seguido caminhos paralelos a partir de um antepassado comum.

"Ardi não é esse antepassado comum, mas nunca tínhamos chegado tão perto", afirmou Tim White, director do Centro de Investigação da Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA.

White acredita que essa criatura a partir da qual Homem e macaco evoluíram, terá vivido há cerca de seis ou sete milhões de anos.

Mas Ardi tem muitos traços que actualmente não se encontram nos actuais macacos africanos, o que permite concluir que estes terão evoluído consideravelmente desde de que partilharam com o Homem o tal antepassado comum.

Das árvores para o solo

O estudo de Ardi, que começou em 1994, ano em que foram descobertos os primeiros ossos, permitiu concluir que viveria na floresta e que poderia subir às árvores usando os membros superiores e inferiores, mas o desenvolvimento dos seus braços e pernas revelou que passariam pouco tempo empoleirados. No solo, eram capazes de caminhar sobre os membros inferiores.

Sob a designação científica Ardipithecus ramidus, que significa "símio do chão", foi esta descoberta cientificamente documentada em 11 artigos ontem publicados na revista "Science".

Para David Pilbeam curador do Museu de Arqueologia e Etnologia de Harvard, "esta é uma das descobertas mais importantes no estudo da evolução da Humanidade".

Fonte:http://aeiou.expresso.pt/ardi-a-nova-mae-da-humanidade=f539212

Espaço - Saturno


A mais longa tempestade do sistema solar está em curso em Saturno

A violenta tempestade, que começou em meados de Janeiro de 2009 na atmosfera do planeta Saturno e prosseguiu sem interrupção durante oito meses, é a mais longo observada até agora no sistema solar, noticiaram hoje astrónomos.
Esta tempestade é a nona observada pela sonda norte-americana Cassini em órbita à volta de Saturno desde 2004, segundo resultados apresentados durante o congresso europeu de planetologia que decorre esta semana em Potsdam, perto de Berlim.

Estes fenómenos atmosféricos, susceptíveis de se estenderem por uma zona de três mil quilómetros de diâmetro, ocorrem habitualmente numa região baptizada como «a Avenida das tempestades» pelos cientistas, que está situada a 35 graus a Sul do equador de Saturno.

As descargas eléctricas causadas pelas tempestades de Saturno desencadeiam a emissão de ondas rádio dez milhares de vezes mais fortes do que as das tempestades terrestres, precisaram astrónomos num comunicado.

«Estas tempestades não são apenas espantosas pela sua potência e longevidade mas as ondas rádio que eles emitem são também úteis para estudar a ionosfera de Saturno», assinala Georg Fischer da Academia das Ciências austríaca que participa nas observações conduzidas por uma equipa de cientistas austríacos, norte-americanos e franceses.

Os níveis de ionização desta camada da atmosfera, lidos graças ao instrumento RPWS de Cassini (que recolhe dados de ondas de rádio e de plasma), são cerca de cem vezes mais elevados na face diurna do que na face nocturna, o que confirma dados da sonda Voyager captados em 1980 e 1981.

A anterior tempestade de longa duração sobre Saturno ocorrera entre Novembro de 2007 e Julho de 2008.

Fonte: Lusa / SOL

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Frango A La Carte

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Cuidados a ter com a exposição ao Sol

Incêndios

Metano do mar contribui para o efeito de estufa


Estudo alerta para o facto de este gás, que está implicado no aquecimento global, ser subestimado.

O contributo do metano oceânico para o efeito de estufa, que está a causar o aquecimento do planeta e as consequentes alterações climáticas, tem sido subestimado. O alerta é de um estudo publicado este mês na revista Nature Geoscience por investigadores da universidade norte-americana de San Diego.
De acordo com a equipa científica, que fez observações em seis pontos distintos do Golfo do México, verdadeiras bolhas de metano são emitidas em zonas de grande profundidade e sobem até chegar à superfície, escapando-se depois para a atmosfera.
Utilizando um robô submarino, os investigadores recolheram amostras a diferentes profundidades, a cada 20 metros, numa coluna de água, para chegar a este resultado.
A partir desses dados, calcularam a velocidade de difusão do metano que assim se escapa para atmosfera.
O metano é um dos principais gases com efeito de estufa, a par do dióxido de carbono

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1299225

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Método científico/Método Criacionista


Vegetais são os alimentos com mais antioxidantes

Uma dieta rica em vitaminas e enzimas é a melhor fonte de antioxidantes. Amoras e ervilhas são óptimas opções

"As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas em ingerir alimentos como os vegetais, ricos em propriedades antioxidantes." A constatação é da nutricionista Alexandra Bento, que associa este maior cuidado com a saúde "à forte evidência científica na prevenção de doenças e haver cada vez mais divulgação desta informação".
Os antioxidantes são essencialmente vitaminas (A, C e E) e enzimas e estão presentes sobretudo nas frutas e legumes.
"Quanto mais coloridos forem, mais ricos são", garante a médica. "Os fitoquímicos, as substâncias que dão cor aos vegetais, têm muitas propriedades antioxidantes."
Alexandra Bento dá como principal exemplo os frutos vermelhos, como a amora, a framboesa, o morango e os mirtilos. "A sua cor avermelhada escura é representativa dessa acção preventiva."
Outras frutas como a melancia e o tomate e os citrinos, quivi e a manga, ricos em vitaminas C e A, também têm as mesmas propriedades contra o envelhecimento.
"Os frutos secos, por exemplo, riscos em vitamina E, também são óptimos pela sua acção antioxidante. No entanto, um estudo indica que a ingestão deste grupo de vitaminas em doses muito elevadas aumenta o risco, apesar de pequeno, de doenças cardiovasculares", alerta o farmacologista Henrique Luz Rodrigues.
As substâncias antioxidantes também podem ser consumidas no peixe e na carne, fontes de selénio e potássio, no alho, cereais, chás e mariscos.
"Pelo estilo de vida que temos hoje em dia, o stress, o tabaco, deixam o nosso organismo mais sujeito à produção de radicais livres que são nocivos", sublinha Alexandra Bento.
"O nosso organismo tem capacidade de os excluir, mas quando são produzidos em excesso podem tornar-se perigosos. Por isso temos de ter estes alimentos na base da nossa alimentação, para conseguir neutralizar essas moléculas prejudiciais", aconselha a especialista.
"Os portugueses deviam sentir-se uns privilegiados nesta matéria, porque a nossa dieta mediterrânica é óptima para combater os radicais livres e retardar o envelhecimento", constata o professor de farmacologia Luz Rodrigues.
De qualquer forma, basta a ingestão de uma dieta pouco calórica e nutritiva para se conseguir viver mais tempo, dizem os especialistas.
Um estudo da associação britânica Life Extension Foundation (Fundação para o Prolongamento da Vida) sugere ainda que a restrição calórica, mas com qualidade nutricional, aumenta a vida de muitos animais em 30% a 40%.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1295345&seccao=Sa%FAde

Estudada planta do deserto que se rega a si própria

É um mecanismo de sobrevivência único no mundo. Cientistas israelitas descobriram numa das zonas mais áridas do país uma planta que consegue irrigar-se, acumulando água nas enormes folhas e encaminhando-a para a raiz. O ruibarbo do deserto consegue assim obter 16 vezes mais água do que as outras espécies vizinhas.

Nas montanhas de Israel há uma planta que se rega a si própria. As folhas do ruibarbo do deserto permitem-lhe recolher 16 vezes mais água do que outras plantas da região. Investigadores da Universidade de Haifa-Oranim estudaram este mecanismo de sobrevivência único no mundo.

A planta cresce nas montanhas do deserto de Negev, no Sul do país, onde a precipitação média anual é muito baixa, rondando os 75 mm. Mas ao contrário de outras espécies das regiões tórridas, que têm folhas pequenas para minimizar a perda de água por evaporação, as folhas do ruibarbo que rodeiam a flor podem atingir um metro de diâmetro.

Foi essa característica que despertou a atenção da equipa de investigadores. Simcha Lev-Yadun, Gidi Ne'eman e Gadi Katzir, que estudavam a região com os seus alunos de Biologia.

Além do enorme tamanho, as folhas têm uma estrutura rígida, com veios, e estão cobertas por uma camada de cera. Segundo os cientistas, estas depressões profundas da folha, semelhantes às montanhas onde cresce o ruibarbo do deserto, permitem-lhe acumular a precipitação e criam um sistema de canais que encaminha a água para a terra que rodeia a raiz. As outras plantas do deserto limitam-se a absorver a água que cai no solo. "Trata-se do primeiro caso, no mundo, de uma planta que se irriga a si mesma. Não conhecemos outra que actue da mesma maneira", afirmou o botânico Gidi Ne'eman num comunicado .

A investigação prova como a selecção natural levou à evolução destas enormes folhas, permitindo ao ruibarbo sobreviver à aridez do clima.

As experiências realizadas ao crescimento da planta neste ambiente desértico mostram como consegue canalizar quase tanta água como as espécies que vivem no Mediterrâneo. Ou seja, até 426 mm de água por ano, 16 vezes mais do que as plantas com folhas mais pequenas que cobrem as montanhas do deserto de Negev.

Quando os cientistas regaram as folhas, puderam observar como a água é canalizada ao longo dos veios até à terra, onde consegue penetrar a terra até dez centímetros de profundidade. Isto quando as experiências mostram que, em regra, a água penetra apenas até um centímetro no solo.


Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1296774&seccao=Biosfera

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A Dinâmica dos Ecossistemas


A Dinâmica dos Ecossistemas

Ecologia é a parte da Biologia que estuda os seres vivos no seu relacionamento entre si e com o meio ambiente onde vivem.

Etimologicamente, o nome vem do grego oikos, ‘casa, ambiente’, e logos, ‘estudo, tratado’.

É o estudo dos ecossistemas.

Ecossistema é um complexo sistema de relações mútuas, com transferência de matéria e energia, entre o meio abiótico e os seres vivos de determinada região.
Em cada ecossistema há um complexo mecanismo de passagem de matéria e energia do meio abiótico para os seres vivos, com retorno ao primeiro.
As plantas (autotróficos) utilizam a energia da luz e compostos inorgânicos para formar compostos orgânicos que encerram, em suas cadeias de carbono, uma certa quantidade daquela energia obtida da luz.
A matéria orgânica passa aos animais (heterotróficos) herbívoros e destes para os carnívoros.
Matéria e energia vão passando dos produtores aos consumidores.
Dejectos e restos de animais e plantas são decompostos por bactérias e fungos, os decompositores, voltando à sua condição de matéria inorgânica.
Todo ecossistema é formado de factores bióticos (organismos vivos) e factores abióticos (elementos físicos e químicos do ambiente: luz, calor, pH, salinidade, variações de pressão da água e do ar, etc.).
São exemplos de ecossistemas: uma floresta, uma campina, uma faixa mais profunda ou mais superficial das águas, um aquário ou até mesmo uma poça de água.
A Cadeia Alimentar

Cadeia alimentar é uma série de sucessivas transferências pela qual passa a matéria desde os produtores até os decompositores, tendo como intermediários os consumidores.
Os seres vivos que compõem um ecossistema são denominados de biotas e se organizam em três categorias: produtores, consumidores e decompositores.
Os produtores são representados pelos seres autótrofos como os vegetais e as algas do fitoplâncton. Corresponde ao primeiro nível trófico.
Os consumidores são os organismos heterótrofos. Os herbívoros, sendo os primeiros a consumir a matéria orgânica elaborada pelos produtores, são chamados de consumidores primários; seguidos dos consumidores secundários (nutrem-se de herbívoros), terciários, etc., formando o segundo, terceiro nível trófico.
Os decompositores (bactérias e fungos) decompõem as proteínas e outros compostos orgânicos em uréia, amônia, nitratos, nitritos, nitrogênio livre, etc., devolvendo a matéria inorgânica ao meio abiótico.

Fluxo de matéria na cadeia alimentar

A matéria se mantém num ciclo interminável, ora passa por uma fase inorgânica, ora atravessa uma fase orgânica.
A energia, entretanto, não segue um caminho cíclico. Ela é unidirecional, pois se dispersa dos seres para o ambiente, sob a forma de calor, não mais sendo recuperável pelos organismos.

Dinâmica energética de um ecossistema

Teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa, num ecossistema, dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam.
Nos ecossistemas, muitas vezes as cadeias alimentares se superpõem, formando um emaranhado de linhas que indicam os caminhos que podem seguir os fluxos de matéria e energia. Essa superposição é chamada de teia alimentar.

As Pirâmides Ecológicas

O fluxo de matéria e energia nos ecossistemas pode ser representado por meio de pirâmides, que poderão ser de energia, de biomassa (matéria) ou de números.
Nas pirâmides ecológicas, a base é quase sempre mais larga que o topo.
A quantidade de matéria (biomassa) e de energia transferível de um nível trófico para outro sofre um decréscimo de 1/10 a cada passagem, ou seja, cada organismo transfere apenas um décimo da matéria e da energia que absorveu.
Eventualmente, a pirâmide de números pode se mostrar invertida.
Em uma floresta, o número de insetos é bem maior que o número de árvores.

Hábitat e Nicho Ecológico

Hábitat é o tipo de local ou lugar físico normalmente habitado pelos indivíduos de uma espécie.
Nicho Ecológico é o ‘lugar funcional’ ocupado por uma espécie dentro do seu sistema.
Podemos dizer que o tubarão tem hábitat aquático (água salgada) e a onça tem hábitat terrestre.
Dentro da água e sobre a terra, podemos ainda diferenciar inúmeros hábitats.
Um mesmo hábitat comporta diferentes espécies.
O nicho ecológico compreende o que a espécie faz no meio ambiente: como utiliza a energia circulante; o que come, onde, como e em que momento do dia isso ocorre; como procede em relação às outras espécies e ao próprio ambiente; em que horas do dia ou em que estação do ano tem maior atividade; quando e como se reproduz; de que forma serve de alimento para outros seres ou contribui para que naquele local se instalem novas espécies.
É praticamente impossível que duas espécies ocupem o mesmo nicho ecológico.

POPULAÇÕES E COMUNIDADES

A população é um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que convivem numa área comum, mantendo ou não um certo isolamento em relação a grupos de outra região.
Temos como exemplo a população de bactérias da flora intestinal humana ou a de carrapatos que infestam um cão ou o capim de um terreno.
A comunidade biótica representa o conjunto de populações que habitam o mesmo ecossistema, mantendo entre si um relacionamento.
São também chamadas de biocenoses.
Em um jardim temos uma comunidade formada por plantas, insetos, microorganismos, anelídeos, crustáceos, etc.
Normalmente as populações tendem a crescer até alcançar uma dimensão estável.
O aumento exagerado de uma população pode criar condição para um desequilíbrio ecológico, bem como a redução pode indicar que alguma coisa está errada, ameaçando a sua sobrevivência.
O tamanho de uma população é determinado pelas taxas de natalidade, longevidade, mortalidade, emigração e imigração.
Existem na natureza mecanismos intrínsecos e extrínsecos que buscam manter estável o equilíbrio das populações.
Os mecanismos intrínsecos dependem da própria população. A competição intra-específica ocorre quando todos os indivíduos de uma mesma população consomem o mesmo alimento, o crescimento desordenado leva à falta de alimentação, desnutrição, doenças e morte; a população diminui e volta à dimensão ideal. A redução da taxa de reprodução é outro mecanismo intrínseco de controle populacional.
Os mecanismos extrínsecos dependem de fatores externos. Compreendem a competição interespecífica, as restrições de alimento e espaço, os intemperismos, o parasitismo e o predatismo. Isso representa a resistência ambiental.

Comunidades em Desenvolvimento - Sucessões Ecológicas

As comunidades ou biocenoses estão continuamente sujeitas a modificações em função das alterações do meio ambiente.
Quando surge uma região nova, ainda não habitada, nela vão se instalando, gradativamente, uma sucessão de espécies que estabelecem condições para o desenvolvimento de uma nova comunidade. É o caso de um pasto abandonado ou de uma ilha vulcânica.
A essa sucessiva implantação de espécies chamamos sera ou sucessão ecológica.
Esquema de uma sucessão primária, isto é, uma sucessão que se instala num local nunca antes habitado.

ECÉSIS ------> SUCESSÃO -----> CLÍMAX

Nascente--->algas--->algas, bactérias, protozoários, anelídeos,crustáceos.

A primeira etapa de uma sera ou sucessão ecológica recebe o nome de ecésis. Corresponde à chegada dos primeiros organismos vivos (pioneiros) que vão colonizar a região, geralmente as algas cianofíceas, seguidas de liquens.
Após sucessivas transformações e a instalação de organismos diversos, a sucessão atinge seu desenvolvimento máximo compatível com a natureza física do local, ela chegou ao seu clímax.
Quando a sucessão acontece num local novo, desabitado, é chamada de primária.
Quando a sucessão se faz a partir de uma comunidade antiga é considerada uma sucessão secundária.

Biomas

São as comunidades-clímax dos ecossistemas de terra firme, as grandes formações faunísticas e florísticas que formam as paisagens.
Campos, florestas, desertos, praias e montanhas representam os padrões gerais dos ambientes onde se desenvolvem os principais biomas.
Entre as florestas podemos destacar a floresta tropical úmida, a floresta temperada, a floresta de mangues e a floresta de coníferas.
A floresta tropical úmida é o bioma mais exuberante da terra com imensa variedade de espécies. A floresta amazônica e a mata atlântica são exemplos.
A floresta temperada decídua é caracterizada por árvores que perdem as folhas periodicamente e são comuns em regiões de verões quentes, úmidos e chuvosos, como nos EUA e na América Central.
A floresta de mangues é um ambiente de transição entre o biociclo marinho e o dulcícola, é importante como fonte de alimento e local de reprodução dos animais marinhos.
As florestas de coníferas (gimnospermas) ocorrem em regiões frias e montanhosas.
Os campos são muitos variáveis. Podemos distinguir a campina, a pradaria, a savana, o pampa, a tundra, a estepe, o cerrado, a taiga, etc.
A caatinga é um meio termo entre o campo e o deserto.
Entre os desertos podemos destacar o Saara, o de Gobi e o do Arizona, todos com aspectos bem diferentes.

Microclima

É o termo usado para designar o conjunto de características ambientais ou climáticas de cada um dos diversos estratos de um local.

A Dispersão das Espécies

É a tendência de propagação para novos ambientes, uma tentativa de conquista de novas áreas e de alargamento dos próprios domínios, mais notável nos animais, ocorre também nos vegetais.
A dispersão pode ocorrer por dois mecanismos: a dispersão passiva e a dispersão ativa.
A dispersão é passiva quando se faz por fatores alheios à espécie. É mais freqüente nos vegetais. Seus grãos de pólen, esporos e sementes são transportados pelo vento, água ou por animais. Entre os animais a dispersão passiva pode ocorrer quando são carregados pelo vento ou por corrente aquáticas até regiões distantes. É comum também que os animais sejam dispersos pelo homem, direta ou indiretamente.
A dispersão ativa depende dos recursos próprios de locomoção da espécie. Nos animais ocorre por nomadismo ou por migração.
A dispersão depende de alguns fatores como:
- o potencial biótico da espécie (capacidade reprodutiva e adaptativa);
- a existência ou não de barreiras geográficas (rios, montanhas, desertos, mares);
- recursos próprios de deslocamento de cada espécie.

A BIOSFERA E OS BIOCICLOS

A Biosfera é a soma de todas as regiões da terra onde existe vida.
Considerando-se a grande diversidade dos ecossistemas que integram a biosfera, ela pode ser dividida em três grandes biociclos:
- epinociclo ou biociclo terrestre;
- talassociclo ou biociclo das águas salgadas (marinho);
- limnociclo ou biociclo das águas doces ou continentais (dulcícola).

Epinociclo
É a divisão da biosfera representada pelo conjunto de todos os ecossistemas de terra firme.
Compreende a província subterrânea e a província superficial.

Talassociclo
Compreende todos os ecossistemas marinhos.
as), etc.

OS SERES VIVOS E SUAS RELAÇÕES

Adaptações – A Adequação ao Meio
Desde que a vida surgiu sobre a terra, as espécies evoluíram à custa de mutações que tornavam os indivíduos mais adaptados às condições do meio.
Quando uma mutação torna o indivíduo mais adequado ao ambiente ela se constitui uma mutação adaptativa ou simplesmente uma adaptação.
As adaptações são caracteres que ajustam ou adeqüam melhor as espécies às suas condições de vida ou ao seu meio ambiente e que resultam de mutações ocorridas no passado em ancestrais dessas espécies.
Podemos classificar as adaptações em dois tipos fundamentais: morfológicas e fisiológicas.

- As adaptações morfológicas consistem em alterações anatômicas ou estruturais da espécie. Podemos citar as nadadeiras das baleias e as asas dos morcegos e aves.
- As adaptações fisiológicas consistem numa adequação funcional do organismo ao tipo de ambiente em que vive. Um peixe de água doce e um de água salgada são anatomicamente semelhantes, porém seus organismos têm comportamento funcional diferente para controlar a diferença entre a pressão osmótica de suas células e a concentração salina da água onde vivem.
Camuflagem e Mimetismo são adaptações morfológicas que oferecem às espécies melhores condições de defesa ou de ataque.
Quando a espécie revela a mesma cor ou possui uma forma que se confunde com coisas do ambiente, está manifestando uma adaptação chamada de camuflagem. É o caso do camaleão, bicho-pau, etc.
Quando os indivíduos de uma espécie se assemelham bastante aos de outra espécie, levando vantagem com essa semelhança, o fenômeno é chamado de mimetismo. Temos como exemplo a falsa-coral, cobra não venenosa.

Autor: Amara Maria Pedrosa Silva

As Vitaminas


Fundamentais para a manutenção dos processos biológicos vitais, as vitaminas só começaram a ser estudadas no início do século XX. Já bem antes, porém, sabia-se ser necessário incluir certos alimentos na dieta, para evitar algumas doenças.

Vitamina é um composto orgânico biologicamente activo, necessário ao organismo em quantidades muito reduzidas para manter os processos vitais. Como as enzimas, representa um autêntico biocatalizador, que intervém em funções básicas dos seres vivos, como o metabolismo, o equilíbrio mineral do organismo e a conservação de certas estruturas e tecidos.

Características gerais: Nos séculos XVIII e XIX, várias observações empíricas demonstraram que existiam nos alimentos algumas substâncias que evitavam doenças como o beribéri e o escorbuto. Até o início do século XX, no entanto, não se comprovara a importância efectiva de tais compostos, a que em 1912 o químico polonês Casimir Funk chamou vitaminas. As vitaminas diferem entre si consideravelmente quanto a estrutura, propriedades químicas e biológicas e actuação no organismo.

A carência de vitaminas na dieta produz doenças graves, as avitaminoses, como o raquitismo, a nictalopia (cegueira nocturna), a pelagra, diversas alterações no processo de coagulação do sangue e a esterilidade. Também a ingestão excessiva de vitaminas pode causar perturbações orgânicas, as hipervitaminoses.

As necessidades vitamínicas de um indivíduo variam de acordo com factores como idade, clima, actividade que desenvolve e stress a que é submetido. A quantidade de vitaminas presente nos alimentos também não é constante. Varia de acordo com a estação do ano em que a planta foi cultivada, o tipo de solo ou a forma de cozimento do alimento (a maior parte das vitaminas se altera quando submetida ao calor, à luz, ao passar pela água ou quando na presença de certas substâncias conservantes ou saporíferas).

As vitaminas receberam nomes científicos, mas são vulgarmente conhecidas por letras maiúsculas ou por um termo associado à doença produzida pela carência da vitamina no organismo. A vitamina A ou retinol, por exemplo, é chamada também antixeroftálmica. A classificação geral das vitaminas é feita de acordo com sua solubilidade em água ou gordura. As vitaminas hidrossolúveis são as que compõem o complexo vitamínico B (B1, B2, B6 e B12) e a vitamina C. As lipossolúveis compreendem as vitaminas A, D, E e K.

Vitaminas hidrossolúveis: As vitaminas solúveis em água são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O grau de solubilidade varia de acordo com cada vitamina e influi no caminho que essa substância percorre no organismo. Quando ingeridas em excesso, as vitaminas hidrossolúveis são armazenadas até uma quantidade limitada nos tecidos orgânicos, mas a maior parte é secretada na urina.

A tiamina ou vitamina B1 é importante no metabolismo de alguns ácidos orgânicos. Sua carência provoca uma doença nervosa caracterizada por paralisia e insensibilidade, o beribéri. A B1 é encontrada em diversos alimentos, principalmente na casca do arroz. A vitamina B2, ou riboflavina, cumpre importante papel na chamada cadeia transportadora de elétrons, processo básico na respiração celular e na obtenção de energia por parte da célula. É abundante na levedura, nos ovos e no leite. Sua deficiência produz distúrbios visuais, fissuras nos lábios e inflamação da língua. A vitamina B6 intervêm no metabolismo dos aminoácidos e sua deficiência provoca insónia, irritabilidade, fraqueza, dor abdominal, dificuldade de andar e convulsões. São ricos em vitamina B6 (pirodoxina, piridoxamina e piridoxal) alimentos como cereais integrais, legumes e leite.

A cobalamina (vitamina B12), presente principalmente na carne de fígado, está associada à maturação dos glóbulos vermelhos no sangue. A carência dessa vitamina se traduz em anemia pronunciada, a chamada anemia perniciosa. A vitamina PP, também chamada niacina ou ácido nicotínico, também é um dos elementos do complexo B. Sua carência causa a pelagra, doença que se caracteriza por erupções na pele, além de distúrbios neurológicos e gastrintestinais.

A vitamina C ou ácido ascórbico é abundante nas frutas cítricas e vegetais verdes. Suas funções no organismo são múltiplas: participa da síntese do colágenio (proteína importante na formação da pele saudável, tendões, ossos e tecidos de sustentação e na cicatrização de feridas); da manutenção das paredes dos vasos sanguíneos; do metabolismo de alguns aminoácidos; e da síntese ou libertação de hormonas da glândula supra-renal. Sua deficiência produz o escorbuto, doença caracterizada por lesões nas gengivas, queda de dentes e hemorragias por todo o corpo, que podem levar à morte. A hipótese de que a vitamina C ajuda a prevenir ou mesmo curar certas doenças (como o resfriado comum ou algumas doenças malignas e infecciosas) continua a ser pesquisada, mas sem nenhum dado científico que a comprove.

Vitaminas lipossolúveis: As vitaminas solúveis em gorduras são absorvidas no intestino humano com a ajuda de sais biliares segregados pelo fígado. O sistema linfático as transporta a diferentes partes do organismo. O corpo pode armazenar uma quantidade maior de vitaminas lipossolúveis do que de hidrossolúveis. As vitaminas A e D são armazenadas sobretudo no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas hidrossolúveis podem alcançar níveis tóxicos no interior do organismo.

A vitamina A é encontrada na gema do ovo, na manteiga e nas carnes de fígado e de peixes. Não está presente nas plantas, mas muitas verduras e frutas contêm alguns tipos de pigmentos (como o betacaroteno), que o organismo pode converter em vitamina A. A cenoura, por exemplo, é excelente fonte de betacaroteno. A vitamina A é fundamental para a visão e sua carência produz, entre outras doenças, o ressecamento da córnea e da conjuntiva do olho (xeroftalmia) e a ceratomalácia (amolecimento da córnea, com infiltração e ulceração), além de sérios problemas gastrointestinais.

A hipervitaminose A é caracterizada por diversos sintomas, como náusea, alterações do cabelo (que ficam ásperos e caem facilmente), ressecamento e escamação da pele, dor nos ossos, fadiga e sonolência. Também são comuns problemas de visão, dores de cabeça, distúrbios de crescimento e aumento do fígado.

A vitamina D pode ser obtida do óleo de fígado de bacalhau e também pela acção da luz ultravioleta sobre alguns esteróis. Os mais importantes desses esteróis são o 7-diidrocolesterol, formado por processos metabólicos animais, e o ergosterol (presente em óleos vegetais). A acção da luz solar converte essas duas substâncias em colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2), respectivamente. As duas participam dos processos de absorção do cálcio na corrente sanguínea e de formação dos ossos. Sua carência causa o raquitismo, em crianças, e a osteomalácia, em adultos, principalmente mulheres. A hipervitaminose D pode provocar fraqueza, fadiga, perda de apetite, náusea e vómitos.

Chamada também tocoferol, a vitamina E ocorre no gérmen de trigo, na gema de ovo, em verduras e legumes. Actua no organismo como um inibidor dos processos de oxidação em tecidos orgânicos. Protege as gorduras insaturadas da oxidação por peróxidos ou outros radicais livres.

A vitamina K é a naftoquinona encontrada nas folhas das plantas. Suas fontes mais abundantes são o óleo de soja, o espinafre e a couve. É necessária na síntese orgânica de quatro factores de coagulação do sangue: protrombina e factores VII, IX e X. A deficiência de vitamina K no organismo prolonga o tempo de coagulação do sangue e pode causar hemorragias internas.


Fonte: http://www.grupoescolar.com/materia/vitaminas.html

domingo, 26 de Abril de 2009

A desflorestação



Trabalho realizado pelos alunos do 8º A

As tempestades



Trabalho realizado pelos alunos do 8º A

A poluição atmosférica

A poluição do solo

A poluição dos solos



Trabalho realizado pela Beatriz Reguengo - 8º A

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Dia da Terra


Cartoon de Henrique Monteiro