quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cuidados a ter com a exposição ao Sol

Incêndios

Metano do mar contribui para o efeito de estufa


Estudo alerta para o facto de este gás, que está implicado no aquecimento global, ser subestimado.

O contributo do metano oceânico para o efeito de estufa, que está a causar o aquecimento do planeta e as consequentes alterações climáticas, tem sido subestimado. O alerta é de um estudo publicado este mês na revista Nature Geoscience por investigadores da universidade norte-americana de San Diego.
De acordo com a equipa científica, que fez observações em seis pontos distintos do Golfo do México, verdadeiras bolhas de metano são emitidas em zonas de grande profundidade e sobem até chegar à superfície, escapando-se depois para a atmosfera.
Utilizando um robô submarino, os investigadores recolheram amostras a diferentes profundidades, a cada 20 metros, numa coluna de água, para chegar a este resultado.
A partir desses dados, calcularam a velocidade de difusão do metano que assim se escapa para atmosfera.
O metano é um dos principais gases com efeito de estufa, a par do dióxido de carbono

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1299225

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Método científico/Método Criacionista


Vegetais são os alimentos com mais antioxidantes

Uma dieta rica em vitaminas e enzimas é a melhor fonte de antioxidantes. Amoras e ervilhas são óptimas opções

"As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas em ingerir alimentos como os vegetais, ricos em propriedades antioxidantes." A constatação é da nutricionista Alexandra Bento, que associa este maior cuidado com a saúde "à forte evidência científica na prevenção de doenças e haver cada vez mais divulgação desta informação".
Os antioxidantes são essencialmente vitaminas (A, C e E) e enzimas e estão presentes sobretudo nas frutas e legumes.
"Quanto mais coloridos forem, mais ricos são", garante a médica. "Os fitoquímicos, as substâncias que dão cor aos vegetais, têm muitas propriedades antioxidantes."
Alexandra Bento dá como principal exemplo os frutos vermelhos, como a amora, a framboesa, o morango e os mirtilos. "A sua cor avermelhada escura é representativa dessa acção preventiva."
Outras frutas como a melancia e o tomate e os citrinos, quivi e a manga, ricos em vitaminas C e A, também têm as mesmas propriedades contra o envelhecimento.
"Os frutos secos, por exemplo, riscos em vitamina E, também são óptimos pela sua acção antioxidante. No entanto, um estudo indica que a ingestão deste grupo de vitaminas em doses muito elevadas aumenta o risco, apesar de pequeno, de doenças cardiovasculares", alerta o farmacologista Henrique Luz Rodrigues.
As substâncias antioxidantes também podem ser consumidas no peixe e na carne, fontes de selénio e potássio, no alho, cereais, chás e mariscos.
"Pelo estilo de vida que temos hoje em dia, o stress, o tabaco, deixam o nosso organismo mais sujeito à produção de radicais livres que são nocivos", sublinha Alexandra Bento.
"O nosso organismo tem capacidade de os excluir, mas quando são produzidos em excesso podem tornar-se perigosos. Por isso temos de ter estes alimentos na base da nossa alimentação, para conseguir neutralizar essas moléculas prejudiciais", aconselha a especialista.
"Os portugueses deviam sentir-se uns privilegiados nesta matéria, porque a nossa dieta mediterrânica é óptima para combater os radicais livres e retardar o envelhecimento", constata o professor de farmacologia Luz Rodrigues.
De qualquer forma, basta a ingestão de uma dieta pouco calórica e nutritiva para se conseguir viver mais tempo, dizem os especialistas.
Um estudo da associação britânica Life Extension Foundation (Fundação para o Prolongamento da Vida) sugere ainda que a restrição calórica, mas com qualidade nutricional, aumenta a vida de muitos animais em 30% a 40%.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1295345&seccao=Sa%FAde

Estudada planta do deserto que se rega a si própria

É um mecanismo de sobrevivência único no mundo. Cientistas israelitas descobriram numa das zonas mais áridas do país uma planta que consegue irrigar-se, acumulando água nas enormes folhas e encaminhando-a para a raiz. O ruibarbo do deserto consegue assim obter 16 vezes mais água do que as outras espécies vizinhas.

Nas montanhas de Israel há uma planta que se rega a si própria. As folhas do ruibarbo do deserto permitem-lhe recolher 16 vezes mais água do que outras plantas da região. Investigadores da Universidade de Haifa-Oranim estudaram este mecanismo de sobrevivência único no mundo.

A planta cresce nas montanhas do deserto de Negev, no Sul do país, onde a precipitação média anual é muito baixa, rondando os 75 mm. Mas ao contrário de outras espécies das regiões tórridas, que têm folhas pequenas para minimizar a perda de água por evaporação, as folhas do ruibarbo que rodeiam a flor podem atingir um metro de diâmetro.

Foi essa característica que despertou a atenção da equipa de investigadores. Simcha Lev-Yadun, Gidi Ne'eman e Gadi Katzir, que estudavam a região com os seus alunos de Biologia.

Além do enorme tamanho, as folhas têm uma estrutura rígida, com veios, e estão cobertas por uma camada de cera. Segundo os cientistas, estas depressões profundas da folha, semelhantes às montanhas onde cresce o ruibarbo do deserto, permitem-lhe acumular a precipitação e criam um sistema de canais que encaminha a água para a terra que rodeia a raiz. As outras plantas do deserto limitam-se a absorver a água que cai no solo. "Trata-se do primeiro caso, no mundo, de uma planta que se irriga a si mesma. Não conhecemos outra que actue da mesma maneira", afirmou o botânico Gidi Ne'eman num comunicado .

A investigação prova como a selecção natural levou à evolução destas enormes folhas, permitindo ao ruibarbo sobreviver à aridez do clima.

As experiências realizadas ao crescimento da planta neste ambiente desértico mostram como consegue canalizar quase tanta água como as espécies que vivem no Mediterrâneo. Ou seja, até 426 mm de água por ano, 16 vezes mais do que as plantas com folhas mais pequenas que cobrem as montanhas do deserto de Negev.

Quando os cientistas regaram as folhas, puderam observar como a água é canalizada ao longo dos veios até à terra, onde consegue penetrar a terra até dez centímetros de profundidade. Isto quando as experiências mostram que, em regra, a água penetra apenas até um centímetro no solo.


Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1296774&seccao=Biosfera