domingo, 15 de junho de 2008

Grandes Cientistas...

Darwin e a volta ao mundo pelo Beagle
Conheça a teoria revolucionária que surgiu das observações de uma viagem



Marinheiros, é hora de içar âncoras! Passageiros, embarquem! O capitão avisa que o veleiro Beagle está pronto para começar sua viagem ao redor do mundo! Os ventos que impediram o navio de zarpar duas vezes não apareceram hoje, 27 de dezembro de 1831, e o Beagle parte da Inglaterra. Leva a bordo um jovem inglês de 22 anos chamado Charles Darwin, o naturalista do navio. Seu trabalho é observar e estudar as características geológicas e naturais dos locais visitados. Darwin não receberá salário, mas quem precisa de dinheiro? A recompensa virá quando ele retornar à Inglaterra após cinco anos de viagem. Na bagagem, trará observações para desenvolver a teoria fundamental da biologia: a teoria da seleção natural.

Quem não gostou da viagem foi o pai de Darwin. Ele estava preocupado com o futuro do filho. E tinha motivos de sobra! Darwin havia abandonado a faculdade de medicina e, na época da partida do Beagle, estudava na Universidade de Cambridge para ser pastor. O pai de Darwin nem poderia imaginar que seu filho seria um importante cientista. Afinal, na infância, Darwin era considerado pelos professores um aluno com inteligência abaixo da média.


A bordo do Beagle, Darwin passou cinco semanas explorando as
ilhas Galápagos (imagens: Ciência Hoje na Escola, volume 9)



Darwin embarcou no veleiro e trabalhou muito para ser respeitado como cientista. Atingiu seu objetivo ao propor a teoria da seleção natural. Até o século 19, era aceita a idéia de que animais, vegetais e o homem foram criados por Deus e não mudaram desde então. Mas, durante o trajeto do Beagle, Darwin supôs que os seres vivos se modificavam. Notou que eles se adaptavam ao ambiente em que viviam e apresentavam características diferentes de acordo com o lugar que habitavam. Observou ainda que as espécies extintas e as atuais tinham pontos em comum.

Ao voltar a Londres, Darwin tentou descobrir por que os seres vivos se adaptavam ao ambiente. Em 1837, começou a pesquisar criações de animais e plantas. Viu que os fazendeiros escolhem para a reprodução animais com características vantajosas, como a força. O objetivo é aprimorar a espécie, pois os filhotes herdam as características dos pais. Mas como aplicar a seleção aos organismos que vivem na natureza?

A solução veio quando Darwin menos esperava! Em 1838, ele leu o livro Ensaio sobre o princípio da população, de Thomas Malthus. Segundo Malthus, é preciso controlar a natalidade para evitar epidemias, guerras e catástrofes geradas pelo excesso de população. Darwin percebeu que os seres vivos lutam pela sobrevivência e o vencedor é a espécie melhor adaptada ao ambiente. Os mais aptos e adaptados vivem por um período maior de tempo e geram mais filhos. Já os seres vivos menos aptos vivem menos e deixam número menor de descendentes. De forma gradual, aumenta a freqüência de mais aptos e diminui a de menos aptos. Até que os menos aptos desaparecem e são substituídos pelos mais aptos. Darwin havia formulado a teoria da evolução pela seleção natural! Mas o naturalista decidiu não escrever nenhuma linha sobre ela...


Mara Figueira, in Ciência Hoje das Crianças

Grandes Cientistas...

A história de Galileu Galilei
Conheça a vida do cientista italiano que verificou que a Terra gira em torno do Sol

Quando a professora de Ciências escreve no quadro que a Terra se move ao redor do Sol e de seu próprio eixo, ninguém mais fica assustado. Afinal, hoje, o movimento da Terra em torno do Sol, chamado translação, é bem conhecido. Também é sabido que os dias e as noites derivam do movimento de rotação - aquele em que a Terra faz ao redor de si mesma, do seu próprio eixo.
O matemático, astrónomo e físico italiano Galileu Galilei
Mas você sabia que nem sempre se pensou assim? Até o início do século 17, acreditava-se que a Terra ficava imóvel no centro do Universo e que o Sol, os planetas e as estrelas giravam ao seu redor. Na época, pensava-se até que, se a Terra girasse, os animais acabariam tontos! A hipótese de que o nosso planeta estava no centro do Universo constava nas escrituras sagradas e era defendida pelos padres. Como eles eram os maiores detentores de conhecimento, quem ousaria duvidar?
O cientista que imaginou um universo diferente do que a Igreja pregava foi o astrónomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Segundo sua teoria, o Sol estava no centro do Universo e os planetas giravam ao seu redor. Na época, Copérnico não conseguiu provar que o universo se organizava dessa maneira. Mesmo assim, foi advertido pela Igreja por estar se intrometendo em assuntos religiosos. Quem primeiro verificou que o Universo era bem diferente daquele que a Igreja aceitava foi o cientista italiano Galileu Galilei (1564-1642). Isso fez com que cada vez mais cientistas mudassem sua maneira de pensar, chegando a provar, finalmente, que era a Terra que se movia.

Mas como Galileu fez isso? Bom, tudo começou quando ele conheceu um instrumento inventado na Holanda, chamado luneta. Era o ano de 1609, e Galileu decidiu aperfeiçoá-la. Em um ano, ele conseguiu melhorar a capacidade de aumento e aproximação do instrumento em 20 vezes! Nascia ali o telescópio moderno. Na época, acreditava-se que todos os corpos celestes eram esferas perfeitas e imutáveis. Mas com seu instrumento de observação, Galileu conseguiu ver as formas acidentadas da Lua. Ele viu também manchas escuras se movendo na face do Sol, e percebeu que o planeta Vénus tinha fases como a Lua. Suas observações levavam a crer que Nicolau Copérnico estava certo quando disse que a terra girava ao redor do Sol. Por isso, Galileu foi repreendido pela Igreja Católica em 1616.
Acatando as ordens da Igreja, Galileu silenciou sobre o tema por sete anos. Logo ele, que declamava suas ideias em alto e bom som em jantares e debates, teve que se calar. Mas não parou de produzir! Galileu pesquisou coisas que afrontassem menos as ideias da Igreja, como colocar os satélites de Júpiter a serviço da navegação para ajudar os marinheiros a calcular a longitude das embarcações no mar.
Mas uma pessoa fez Galileu voltar a estudar os movimentos dos planetas...


Mara Figueira, in Ciência Hoje das Crianças

Grandes Cientistas ...

"Preciso levar essa ideia adiante..."
Conheça o cientista que mostrou que os os continentes eram unidos no passado

Atenção! Se você é do tipo de pessoa que vive perguntando o que somos, de onde viemos e como eram as coisas no passado, aqui está mais uma página para completar o misterioso livro da evolução. Você já imaginou como era o mundo há milhões de anos atrás? Pois era bem diferente do que é hoje. Quando olhamos para o globo, vemos cada continente ocupando sua posição de sempre, formando um desenho que já conhecemos muito bem. Mas e se cada continente fosse a peça de um quebra-cabeça? Será que poderíamos montá-lo, formando um único e enorme pedaço de terra?

A resposta é sim. Só que, para vermos esse quebra-cabeça montado, teríamos que voltar no tempo uns 250 milhões de anos... Isso porque, naquela época, os blocos continentais que hoje estão espalhados pelo globo formavam um único e grande continente. Esse mega-continente foi se dividindo e suas partes foram se afastando até chegarem à posição que ocupam actualmente. Espera aí... Isso quer dizer então que os continentes se mexem?!

Se essa ideia lhe causou espanto, imagine só a reacção das pessoas quando ela foi proposta em 1912 por um cientista alemão muito sabido chamado Alfred Wegener. A hipótese que levantou, revolucionária para a época, foi ridicularizada pela maioria de seus colegas. Poucos o apoiaram, pois sua proposta ia contra a crença aceita na época, segundo a qual os continentes e oceanos ocupariam posições permanentes no globo. Mas Wegener estava convencido da sua teoria. Só faltava provar...

Tudo começou em 1910, quando a semelhança entre os contornos dos diferentes continentes despertou a curiosidade de Alfred Wegener. Então, ele escreveu à sua futura esposa: "A costa leste da América do Sul não se encaixa perfeitamente na costa oeste da África, como se um dia tivessem estado juntas? Essa é uma ideia que preciso levar adiante." E foi o que fez. Pesquisando o assunto, descobriu que outros cientistas já tinham pensado na possibilidade de haver uma conexão entre os continentes no passado. Eles acreditavam, entretanto, que eles estavam ligados entre si por pontes de terra, que teriam afundado, formando os oceanos.

Há cerca de 225 milhões de anos, havia apenas um grande continente chamado Pangéia

Wegener propôs algo diferente: antigamente, existia um supercontinente, que chamou de Pangéia (do grego "terra total"). Há cerca de 200 milhões de anos, a Pangéia foi se dividindo em vários blocos, que foram se deslocando lentamente, percorrendo milhares de quilómetros até ocuparem a posição actual. Como prova disso, o cientista apontou uma série de semelhanças entre a costa da África e da América do Sul: o relevo das duas regiões se completava, como se tivessem sido formadas juntas e depois se separado e, apesar de haver um oceano entre os dois continentes, foram encontrados fósseis de animais da mesma espécie e época em ambos, bem como plantas parecidas.

Para convencer os cientistas, entretanto, faltava ainda encontrar a chave do problema: descobrir qual era a força que dava o "empurrãozinho" para os continentes se deslocarem.

Fonte: Júlia Dias Carneiro, Ciência Hoje das Crianças.

Cartoons

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Humor Científico ...


Um electrão entra num bar, senta-se no balcão e começa a resmungar sobre o péssimo dia que tinha acabado de ter.
O barman responde:
“Anima-te, amigo. Deixa de ser tão negativo!”

Humor Científico ...


Qual a diferença entre um físico, um engenheiro e um matemático?

Se um engenheiro entra num quarto e vê um fogo a meio e um balde de água no canto, ele pega no balde e despeja-o no fogo apagando-o.
Se um físico entra num quarto e vê um fogo a meio e um balde de água no canto, ele pega no balde e deita água eloquentemente à volta do fogo deixando que ele se apague a si próprio.
Se um matemático entra num quarto e vê um fogo a meio e um balde de água no canto, ele convence-se a ele próprio que o problema tem solução e vai-se embora.

HUMOR CIENTÍFICO…


Tu entras no laboratório e vês uma experiência.
Como sabes a que classe pertence?




1. Se for verde e viscosa, é Biologia!

2. Se cheirar mal, é Química!


3. Se não funcionar, é Física!!!

Humor Científico...


Episódio real:
A Marilyn Monroe sugeriu certo dia ao Einstein: Que diz, professor? Não devíamos casar e ter uma criança juntos? Que criança seria... o meu aspecto e a sua inteligência!
Einstein: Receio bem, minha querida menina, que podia ser ao contrário...


Os pais do Copérnico:
“Copérnico, meu jovem: quando é que vais lidar com o facto de que o mundo não gira à tua volta?”

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Cartoons





Cartoons: Dinossauros




Música & Natureza - Corciolli

Reprodução Assexuada

Sismo 1980 - Açores- Terceira

Simulação de um Sismo

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Revestimento dos Animais - Funções

Revestimento dos Animais

Locomoção dos Animais