terça-feira, 29 de abril de 2008

Ciclo Geológico

Rochas Sedimentares

Rochas Magmáticas

Genética combate a cegueira


Desde criança que Steven vinha perdendo a visão. Aos 18 anos já não via de noite e em breve deixaria completamente de ver e de se poder movimentar na sua cidade, Bolton, no Reino Unido. Mas uma terapia genética inovadora desenvolvida por uma equipa do Moorfields Eye Hospital veio devolver-lhe a esperança e parte da sua capacidade de visão. O caso de Steven, contado pelo New England Journal of Medicine e por vários outros órgãos ingleses, é o exemplo de que a terapia pode resultar. Mas há outros casos documentados quer no Reino Unido quer nos Estados Unidos. Embora os outros pacientes não tenham recuperado totalmente a visão, os resultados preliminares indicam que este tratamento pode impedir o desenvolvimento da amaurose congénita de Leber, uma degenerescência rara incurável dos receptores de luz da retina, que leva à cegueira total.Os oftalmologistas usaram como vector um adenovírus modificado para introduzir, atra- vés de uma injecção na retina, milhões de ver- sões normais do gene RPE65 - cuja mutação é responsável pela amaurose congénita. Duas semanas após a intervenção, a maioria dos pacientes, que antes só detectavam o movimento de uma mão à sua frente, passaram a conseguir ler linhas do quadro usado pelos oftalmologis- tas para testar a visão. Mesmo nos casos onde os benefícios não são tão evidentes, os resulta- dos deste ensaio clínico mostram uma melho- ria da capacidade da retina de captar a luz.No entanto, os investigadores explicam que não esperavam resultados totais em adultos, uma vez que já tinham um grau elevado de cegueira. O passo seguinte será aplicar esta terapia em crianças, com os olhos menos deteriorados e que, por isso, deverão ter uma resposta mais acentuada. "Pensamos que as melhorias da visão seriam ainda mais pronunciadas se este tratamento fosse realizado na infância, antes da doença", afirmou Jean Bennet, professor de Oftalmologia na Universidade da Pensilvânia, nos EUA.Esta é uma área de pesquisa onde, nos últimos 15 anos, quase não houve avanços. "Aquilo que demonstrámos, até agora, é a prova de que a terapia genética pode ser usada para tratar uma desordem genética particular", explicou James Brainbridge, um dos cirurgiões que operou Steven. "Isto é apenas o princípio."

Fonte:MARIA JOÃO CAETANo, in Diário de Notícias, 29/04/08

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Gato-selvagem ameaçado por cruzamento de raças


A população do nosso último felino selvagem decresce...
É parente do lince, quase desaparecido da fauna portuguesa, mas não tem a mesma visibilidade nem as mesmas defesas. E, no entanto, carece de urgente protecção para suster o seu ancestral grau de pureza. O gato-selvagem, predador astuto, ainda não atingiu o "vértice de extinção", mas está ameaçado. Um dos seus inesperados inimigos é um remoto irmão - o gato doméstico.
Dois jovens investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto, seguem, há cinco anos, o rasto do felino selvagem, numa perspectiva ecológica e genética, em território português. Os primeiros resultados inquietam. O solitário Felis silvestris "não chegou ainda ao ponto do lince, mas segue-lhe as pegadas".
A população do último felino selvagem em Portugal, seguindo a linha trágica de outras espécies, decresce ao longo dos anos. Por causa da degradação do seu habitat, da abertura de novas estradas, dos caçadores sem escrúpulos, aponta Pedro Monterroso, um do investigadores do CIBIO. Por causa, também, da escassez de coelho-bravo, principal presa deste predador, que caça pelo crepúsculo ou de noite, zeloso do seu território. E as ameaças não se esgotam aqui.
O estudo dos jovens investigadores integra um projecto inédito de identificação genética. O gato-bravo, em termos genéticos, é muito próximo do gato que vive nas nossas casas. Mas há diferenças. Essa parte do estudo cabe a Rita Oliveira. E aqui surgem dados novos e preocupantes. Felinos selvagens puros, em Portugal, garante a investigadora, existem. No entanto, alguns são animais híbridos, fruto do cruzamento Felis silvestris com o gato doméstico.
Iniciado em 2003, o trabalho de Rita Oliveira permitiu já identificar vários marcadores moleculares que facilitam a distinção entre felinos selvagens e domésticos apenas através de amostras. Nos 28 gatos-selvagens analisados, a investigadora descobriu quatro animais híbridos.
Estes casos de hibridação foram detectados em felinos recolhidos no Norte, Centro e Sul de Portugal, o que torna mais grave a situação. A extensão da ameaça - que na Escócia levou à extinção do gato-selvagem - é desconhecida, porque os estudos sobre o último felino selvagem são escassos.
O gato-bravo, refere Pedro Monterroso, "não é uma espécie mediática, como o lince-ibérico". Por isso mesmo, "ninguém sabe qual a sua distribuição real no território português". Sabe-se, no entanto, que esta espécie protegida pelo Livro Vermelho dos Vertebrados em Portugal, onde surge como vulnerável, viu a sua população diminuir 30%num período de dez anos.
Os investigadores, que apresentam em breve como tese de doutoramento esta investigação, pretendem alargar o estudo, que incidiu na área do Parque Natural do Vale do Guadiana, no baixo Alentejo.
O objectivo é saber quantos felinos existem em Portugal e qual a sua distribuição real. É um trabalho a nível nacional, ainda à procura de financiadores, da responsabilidade do CIBIO. O projecto terá como base os marcadores genéticos desenvolvidos por Rita Oliveira, e deverá envolver diversas instituições interessadas na preservação da espécie.
Mas, afinal, como se distingue o gato-bravo do gato-europeu (o irmão mais próximo entre os gatos domésticos)? Na cauda, entre outros pormenores, encontra-se a maior diferença. A do gato-selvagem tem uma extremidade grossa, arredondada e com uma mancha negra; os ronronantes bichanos que se passeiam por nossas casas apresentam cauda pontiaguda e não caçam coelhos-bravos.

Fonte: Francisco Mangas, in Diário de Notícias, 27 de Abril de 2008

O avião do futuro foi pensado há 25 milhões de anos


Paleontologia ajuda ao desenvolvimento da engenheira aeronáutica

O avião do futuro terá o comportamento inteligente de um organismo dinâmico, capaz de ajustar a forma, flexibilidade e tensão das suas asas a diferentes condições de temperatura, vento e pressão atmosférica. A ideia não é nova. Na verdade, este modelo aerodinâmico perfeito tem 250 milhões de anos. Mas só agora começa a ser seriamente desenvolvida nos estiradores da engenharia aeronáutica. Os modelos são fósseis de pterossauros, uma classe de gigantes répteis voadores do período Mezóico, extintos há 65 milhões de anos.
Porque só agora o projecto começa a congregar a atenção de duas ciências que até hoje nunca se pensaram em conjunto: a paleontologia e a engenharia. Isso mesmo foi defendido esta semana pelo paleontólogo britânico David Unwin num ciclo de conferências de paleontologia realizado em Barcelona. Foi aí que Unwin, uma das maiores autoridades mundiais no estudo destes velhos lagartos com asas, explicou como fósseis com milhões de anos podem ser uma peça fundamental para o desenvolvimento tecnológico da aviação.
"É maravilhoso pensar como os vestígios que nos chegaram dos pterossauros carregam uma mensagem que nos vai ajudar a pensar o futuro de forma tão concreta", declarou o paleontólogo ao diário espanhol El País, explicando que as mais recentes descobertas de fósseis e as novas técnicas utilizadas na sua recuperação têm proporcionado revelações surpreendentes. "Sabemos agora que dentro da membrana das asas destes animais havia diferentes camadas de tecidos, e não apenas uma pele tensa. Era como uma túnica viva, dinâmica, num jogo complexo de vasos sanguíneos, fibras e muitos pequenos músculos." E é nesse complexo sistema que permitia a estes gigantes o domínio perfeito do voo, atingindo velocidades enormes e mantendo uma extraordinária capacidade de manobra rápida, que se acredita estar a chave tecnológica dos aviões de amanhã.
"Os engenheiros aeronáuticos com quem tenho contactado estão muito entusiasmados com esta ideia, porque é exactamente isso que eles hoje procuram desenvolver", explica Unwin. "Trata-se de imaginar um sistema que permite ao piloto receber informação transmitida pelas asas do aparelho e que estas por sua vez se moldem automaticamente em volume e forma consoante as condições exteriores. E eles [engenheiros] acreditam que é isto que poderá tornar voo será sempre mais eficaz, seguro e barato."
Além das asas, explica o paleontólogo, todo o corpo destes animais, enorme mas de pouca massa, é uma lição de aerodinâmica que começa agora a ser estudada.- J.P.O.

Fonte: João Marcelino, in Diário de Nóticias, 28 de Abril de 2008

Aprender a aproveitar a energia das ondas


Tecnologia finlandesa em Peniche

Quem olha para o mar da praia da Almagreira, em Peniche, não adivinha que a cerca de 30, 50 metros da costa estão instalados dois protótipos do WaveRoller, um mecanismo para captar a energia das ondas.O segundo protótipo foi colocado no início deste mês, um ano depois do primeiro. Fazem parte de um projecto-piloto que está a ser desenvolvido pela portuguesa Eneólica, com tecnologia finlandesa. O objectivo é criar um parque de aproveitamento de energia das ondas com capacidade para produzir electricidade que possa ser comercializada. Mas até lá, há um longo caminho a percorrer.O mecanismo está instalado no fundo do mar, a uma profundidade de cerca de 15 metros. Baseia-se num conceito de aproveitamento da energia contida na movimentação das águas em profundidade, uma vez que o movimento de translação que é visível à superfície também se sente no leito do oceano em águas menos profundas. "Há menos energia, mas é suficiente", diz o administrador da Eneólica, Agostinho Ribeiro. Suficiente para causar a oscilação das pás; a energia cinética é recolhida e transformada em electricidade. Cada protótipo tem uma potência de 15 kilowatts, o suficiente para abastecer duas a três casas.Um ano de funcionamento deu para confirmar algumas das vantagens desta tecnologia: como fica submersa não tem impacto visual e fica mais protegida das tempestades, uma vez que a força das águas é mais destrutiva em equipamentos à superfície, explica Agostinho Ribeiro. Aliás, um dos problemas do aproveitamento da energia das ondas é que ainda não se descobriu uma tecnologia capaz de resistir a situações extremas, salienta. Mesmo no fundo do mar, as pás têm dificuldades em resistir. A principal desvantagem é a areia, que interfere com os equipamentos.O desempenho do primeiro protótipo está a corresponder aos objectivos e até ao final de 2009 será avaliada a viabilidade técnica e financeira do projecto para avançar para a fase comercial.Os custo de produção são por enquanto difíceis de avaliar. "Como é um projecto-piloto, não há produção em escala e por isso o custo é elevado. Não é possível dizer o custo por megawatt mas posso dizer que no mínimo é quatro vezes mais do que o da energia eólica", reconhece Agostinho Ribeiro.No entanto, acredita que é possível desenvolver a energia das ondas até que seja competitiva. Esta convicção é partilhada por António Sarmento, director do Centro de Energia das Ondas, uma associação sem fins lucrativos que tem como objectivo desenvolver este mercado. "Não é já depois de amanhã que vai ser uma energia comercial", avisa, lembrando que há um conjunto de cerca de 14 tecnologias que já passaram por testes mas ainda não estão prontas. "Apostar agora comporta um risco elevado, mas o prémio em jogo também é alto", diz o professor do Instituto Superior Técnico, que acredita que Portugal tem potencial para se afirmar neste mercado se começar a investir agora.


Fonte: Patrícia Jesus, in Diário de Notícias, 26 de Abril de 2008.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pássaros na Cidade

Por que razão olhamos à volta nas cidades e de pássaros quase só vemos pombos e pardais?
porque foram estes que melhor se adaptaram ao ambiente humano construído. Biólogos dos EUA monitorizaram durante seis anos um pequeno pássaro migrador que só existe nas Américas (do Norte e do Sul), para tentarem perceber como se adaptava a espécie a áreas urbanas e rurais e que repercussões os dois habitats tinham na sua reprodução e migração. descobriram que os pássaros de cidade são de "pior qualidade" em relação aos das áreas rurais, chegam mais tarde na Primavera que os seus irmãos do campo, partem mais cedo, fazem menos tentativas de nidificação e, no ano seguinte, não fazem questão de regressar ao mesmo ninho. A cidade é para eles uma solução de recurso.
Fonte: Filomena Naves, in Notícias Sábado do Jornal de Notícias

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O campeão dos peso-pluma

São os objectos mais poderosos do Universo e talvez também os mais fantasiados pela imaginação humana, com grandes ajudas da literatura fantástica e da indústria de Hollywood, na segunda metade do século XX. São os buracos negros, claro. Graças a sua poderosa atracção gravítica, estes estranhos objectos sugadores de luz, que se formam em consequência do colapso de estrelas supergigantes ou de supernovas (estrelas que explodem), "comem" tudo à sua volta, incluindo estrelas inteiras.
Mas até entre estes colossos há os pesos-pluma. Astrónomos do Centro Espacial Goddard, da NASA, encontraram justamente o recordista entre os buracos negros mais pequenos até hoje descobertos. O XTE j1650, como lhe chamaram, é "apenas" 3,8 vezes maior e mais pesado que o Sol, o que é realmente muito pouco, comparando com alguns buracos negros já identificados, que chegam a ser milhares de milhões de vezes mais pesados de que a nossa própria estrela. Este "pequeno" buraco negro, dizem os seus descobridores - Nikolai Shaposhnikove e Lev Titarchuk -, formou-se no centro de uma estrela moribunda que esgotou o seu próprio combustível. O núcleo dessa estrela colapsou sobre si próprio e assim surgiu o XTE j1650, cuja a pequena dimensão os cientistas pensam não poder ser facilmente destronada por outros congéneres. Cálculos feitos por Albert Einstein prediziam que um buraco negro com 3,8 vezes a massa do Sol não seria muito maior do que uma cidade com cerca de 20 Km de extensão. Para um buraco negro, não aparece muito assustador.

Por Filomena Naves, in revista NS, de 12 Abril de 2008.

Maravilhas da Natureza - Abril

A partir deste mês o Blogger Geologia/Biologia vai ter uma nova rubrica, intitulada "Maravilhas da Natureza". Esta actividade será mensal. Todos os visitantes deste blog estão convidados a participar através do envio para o mail silviabiogeo@gmail.com, de fotos que se relacionem com o tema, contendo uma pequena explicação sobre a mesma, como por exemplo, o local onde foi tirada e quais as razões porque a podemos considerar uma "Maravilha da Natureza" (ver exemplo deste mês). Claro está, como indica o título desta actividade, o conceito "Natureza" é muito vasto, motivo suficiente para apelar à vossa criatividade e olhar atento, de preferência sempre com uma câmara fotográfica na mão, atentos ao meio que nos rodeia.
À administradora deste blog caberá o direito de escolher, de entre todas as fotos recebidas mensalmente, a que melhor se enquadre na temática, seja pela sua originalidade, beleza, entre outros critérios.
Este espaço é seu! Participe!


Fotografia de: Sílvia Pagaimo

Fotografia tirada em Brilon, na Alemanha. Esta árvore é uma "Maravilha da Natureza" pela forma original dos seus ramos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Glossário de Ciências Naturais - 7º ano

Afloramento
Porção maior ou menor de rochas que aflora à superfície do solo. Os cortes ou taludes que ladeiam as estradas também são considerados afloramentos, pelo acesso que permitem à observação de superfícies rochosas.


Âmbar
Resina fóssil de coníferas.

Amoníaco
Composto gasoso de azoto e hidrogénio (NH3) de cheiro picante que provoca lágrimas.

Argumento
Raciocínio destinado a provar ou refutar (contestar, contradizer) determinada hipótese; indício, prova.

Astrofísico
Cientista que estuda Astrofísica, ramo da Astronomia que lida com a Física do Universo, incluindo as propriedades físicas (luminosidade, densidade, temperatura, composição química) dos astros como estrelas, galáxias e meio interestelar, e também das suas interacções. Na prática, todas as pesquisas astronómicas modernas envolvem Física teórica.

Bosque
Grande extensão de arvoredo denso.

Calcite
Mineral de carbonato de cálcio.



Concebido
Feito, imaginado, inventado.

Conífera
Grupo de plantas, árvores ou arbustos geralmente resinosos que produzem frutos de forma cónica como as pinhas.

Controvérsia
Polémica, contestação.

Consolidada
Tornar sólido, consistente, firme.

Corroborado
Confirmado, comprovado.

Corrupta
Estragada, apodrecida, viciada.

Detrítica
Rocha sedimentar constituída predominantemente por fragmentos de outras rochas.

Depressão
Abaixamento de nível, concavidade pouco funda, zona baixa.

Divulgada
Tornada pública, dada a conhecer, vulgarizada.

Dobra
Deformação sofrida pelos estratos das rochas sedimentares devido a forças tectónicas.

Domo
Forma arredondada, em forma de cúpula.

Erosivo
Que causa erosão – fenómeno que resulta da actividade dos agentes externos como água, ar, vento, seres vivos, etc., que altera as rochas.

Escoada
Fluxo de lava que escorre a partir da cratera.

Espécie
Conjunto de seres vivos semelhantes que se podem reproduzir entre si originando descendentes férteis.

Estrato
Camada individualizada de rocha sedimentar que se distingue pela diferente cor ou espessura.

Excremento
Fezes, conjunto de substâncias que são expulsas para o exterior e que não foram absorvidas pelo organismo.

Fácies
Conjunto de características das rochas e dos fósseis que pode ser observado numa determinada formação geológica; aspecto, fisionomia.

Falha
Fractura na crosta terrestre.

Fitoplâncton
Parte vegetal do plâncton constituída por algas microscópicas e filamentosas.

Filósofo
Indivíduo formado em filosofia, sábio, amigo do saber.

Fotossíntese
Importante função pela qual as plantas e outros seres autotróficos, em presença da luz, fixam o carbono do dióxido de carbono e dividem a água em oxigénio, que libertam para a atmosfera, e hidrogénio, que juntam ao carbono para fabricar açúcares.

Fragmentação
Tornar em pedaços.

Galáxia
Unidade do Universo constituída por estrelas e outros astros, poeira cósmica e gases.

Geotérmica

Relativa a Geotermia – calor interno da Terra.

Glaciar
Massa enorme de gelo que se forma pela acumulação de neve, em bacias de recepção das zonas frias, e que desliza lentamente, fundindo a parte terminal com a subida de temperatura. O período glaciar refere-se a períodos geológicos em que predominavam os glaciares e em que a temperatura era muito inferior à actual.

Gramínea
Planta monocotiledónea como os cereais (trigo, centeio e milho).

Grécia Clássica
Grécia Antiga é o termo geralmente usado para descrever o mundo grego e áreas próximas no seu período clássico antigo. A Grécia Antiga é considerada pela maioria dos estudiosos como a base da cultura da dita "Civilização Ocidental", apesar de que esta concepção tem sofrido diversas críticas. A cultura grega exerceu poderosa influência sobre o império romano, que se encarregou de a expandir na Europa.

Imutável
Que não pode ser mudado.

Ínfima
Pequeníssima parte.

ISS
A ISS (International Space Station) é um programa internacional com o objectivo de criar uma Estação Espacial Internacional (EEI), quatro vezes maior que a MIR, que, eventualmente, possa vir a ser privatizada. É o projecto espacial de maior dimensão actualmente que congrega vários países: os Estados Unidos (a NASA), a Rússia (Agência Espacial Federal Russa), o Brasil, o Canadá, o Japão (Agência de Exploração Aeroespacial) e a Agência Espacial Europeia (ESA) – onde estão envolvidos a Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

Laguna
Pequena lagoa.

Lava
Magma empobrecido em gases e expelido pelo vulcão.

Líquen
Associação simbiótica de uma alga unicelular com um fungo.

Litológico
Relativo a litologia - parte da Geologia que estuda a origem, a composição e as propriedades das rochas.

Litosfera
Parte externa e rígida da Terra que inclui a crosta continental, a crosta oceânica e a parte superior do manto (sólida).

Marsupial
Mamífero vivíparo provido de uma bolsa ventral onde as fêmeas colocam os filhos, desde que nascem até estarem completamente desenvolvidos.

Metano
Composto gasoso de carbono e hidrogénio (CH4) – hidrocarboneto, principal componente do gás dos pântanos ou do grisu, o gás das minas de carvão.



MIR
É o nome de uma famosa estação espacial soviética e, mais tarde, russa. Foi a primeira estação de pesquisa científica habitada permanentemente e a longo prazo no Espaço. Depois de várias colaborações conjuntas, tornou-se internacional, ao permitir a acessibilidade a cosmonautas e astronautas de diferentes países. A MIR foi construída a partir da junção de vários módulos, enviados separadamente para o local, de 19 de Fevereiro de 1986 a 1996. Originalmente concebida para se manter no Espaço até 1991, continuou em funcionamento até 23 de Março de 2001, data em que foi desmantelada.

Modelo
Esquema teórico em matéria científica representativo de um fenómeno ou de um conjunto de fenómenos. Os modelos tentam explicar uma realidade não directamente observável como os confins do Universo ou a estrutura interna da Terra.

Mortífera
Mortal, que produz a morte.

Naturalista
Pessoa que se dedica ao estudo da história natural, da Natureza.

Nuvem ardente
Massa de gases e cinzas expelidas por um vulcão, durante uma explosão, que devido às elevadas temperaturas, se tornam incandescentes e muito destrutivas.

Ozono
Gás formado por três átomos de oxigénio, que se forma geralmente após descarga eléctrica. Na estratosfera forma uma camada à volta da Terra, essencial à manutenção da vida, que filtra a radiação ultravioleta.

Pântano
Terreno encharcado de água estagnada.

Piroclastos
Materiais sólidos expulsos pelos vulcões.

Placa tectónica
Bloco semi-rígido, delgado (relativamente ao diâmetro da Terra) e curvo para se adaptar à superfície terrestre.

Plástica
Com plasticidade, maleabilidade – propriedade que permite a deformação, sem ruptura, de certos materiais sob a acção de forças.

Precipitação
Quantidade de água, neve ou granizo que cai no solo em determinado período de tempo.

Precipitação química
Deposição de sedimentos químicos – ou precipitado – substância que se separou do líquido em que estava suspensa ou dissolvida e se depositou como sedimento.

Premonitórios
Que adverte antecipadamente, que se deve tomar como aviso ou prevenção.

Pressão
Força exercida por unidade de superfície, directamente relacionada com o peso.

População
Conjunto de seres vivos da mesma espécie que vivem num determinado local.

Radiotelescópio
Receptor de ondas radioeléctricas emitidas pelos corpos celestes, utilizado na astronomia.

Raios ultravioleta
A radiação ultravioleta (UV) é a radiação electromagnética com um comprimento de onda menor que o da luz visível e maior que a dos raios X. O nome significa mais alta que (além do) violeta, porque o violeta é a cor visível com comprimento de onda mais curto.

Reconstituir
Tornar a fazer, tornar a constituir, recompor, restaurar.

Respiração
Conjunto de reacções que fornecem às células a energia necessária à vida.

Ruptura
Acto ou efeito de romper, interrupção, corte.

Satélite
Corpo que gira em volta de outro.

Sedimento
Partícula resultante da alteração das rochas, como, por exemplo, a areia.

Sílica
Substância cuja composição química é o dióxido de silício (SiO2), incolor (quando pura) que constitui várias substâncias como o quartzo.

Sonda espacial
Aparelho que se lança na alta atmosfera ou no espaço interplanetário equipado com instrumentos que se destinam à recolha de dados de interesse científico.

Submersa
Coberta por água, afundada.

Submetida
Sujeita a, sob a acção de.

Tectónica
Parte da Geologia que estuda as deformações produzidas na litosfera (enrugamentos, fracturas) por acção de forças internas.

Telescópio
Instrumento de observação astronómica, cuja lente é um espelho côncavo.

Textura
Conjunto de características de forma, dimensão e arranjo dos elementos mineralógicos constituintes de uma rocha.

Transição
Acto ou efeito de passar de um lado para o outro.

Via Láctea
Galáxia a que pertence o sistema solar.

Viscoso
Relativo a viscosidade – propriedade dos fluidos que se traduz por oferecerem resistência ao escoamento.

Zooplâncton
Parte animal do plâncton constituída por larvas de moluscos, crustáceos, etc.




In: BioTerra (CD Rom) Ciências Naturais - 7º Ano, Porto Editora